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Perito Ubirajara

Desemprego registra novo e sobe a 11,2% de fevereiro a abril.

Em um ano, população desocupada cresceu 42%, para 11,4 milhões, diz IBGE.

O desemprego no Brasil chegou a 11,2% no trimestre encerrado em abril, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Mensal divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa é a maior da série iniciada em 2012. Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego no país ficou em 8%. Já no período entre novembro e janeiro — que é considerado o trimestre imediatamente anterior —, a taxa de desocupação foi de 9,5%. O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos ficou em R$ 1.962. A previsão do mercado, segundo analistas consultados pela agência Bloomberg, era que a taxa de desemprego ficasse em 11,1%. As estimativas variavam entre 10,9% e 11,3%. Na comparação com o período que vai de novembro de 2015 a janeiro passado, a taxa de desemprego cresceu 1,7 ponto percentual, de 9,5% a 11,2%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi ainda mais intensa, de 3,2 pontos. A população desocupada foi estimada em 11,4 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 42,1% ou mais 3,4 milhões de pessoas procurando emprego em relação ao contingente observado entre fevereiro e abril de 2015. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a alta é de 18,6% ou mais 1,8 milhão de desocupados. Já a população ocupada foi estimada em 90,6 milhões de pessoas e apresentou redução de 1,7%, ou 1,5 milhão de pessoas, quando comparada com igual período de 2015. Frente aos três meses imediatamente anteriores, a queda foi de 1,1%.
MENOS CARTEIRAS ASSINADAS
O número de empregados com carteira assinada caiu tanto em relação a igual período do ano passado — entre fevereiro e abril — quanto entre novembro de 2014 e janeiro de 2015, que é o considerado o trimestre imediatamente anterior. Na primeira comparação, o recuo foi de 4,3% ou 1,5 milhão de pessoas, enquanto frente ao trimestre entre novembro e janeiro a perda foi de 1,8%. O total de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada ficou estável na comparação com o trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. Os trabalhadores por conta própria registraram queda de 118 mil de novembro a janeiro, mas o recuo é considerado estatisticamente insignificante pelo IBGE. Frente ao mesmo trimestre do ano passado, a alta neste contingente é de 4,9% — ou seja mais 1,1 milhão de pessoas. A categoria empregadores ficou estável em relação ao período compreendido entre novembro de 2015 a janeiro de 2016 e caiu 7,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O setor que mais dispensou trabalhadores frente ao trimestre anterior foi a indústria em geral, com menos 473 mil pessoas (-3,9%). Em seguida aparecem a construção, com menos 400 mil trabalhadores ou -5,1%, e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-1,7% ou menos 302 mil pessoas). Segundo o IBGE, as outras áreas pesquisadas não registraram variação estatisticamente significativa.
DEMISSÕES POR SETOR
Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado indústria geral recuou 11,8% (-1,6 milhão de pessoas), enquanto a de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas encolheu 7,8% (-820 mil pessoas). Os outros setores, afirma o IBGE, ficaram estáveis. Por outro lado, foram registradas altas em transporte, armazenagem Correio (5,3% ou 227 mil pessoas); serviços domésticos (5,1% ou 306 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5% ou 384 mil pessoas). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 173,3 bilhões) caiu 1,5% frente aos três meses anteriores e 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o rendimento médio real ficou estável em relação ao trimestre encerrado em janeiro (R$ 1.977) e teve queda de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, quando ficou em R$ 2.030. No primeiro trimestre de 2016, o desemprego ficou em 10,9% no primeiro trimestre, atingindo 11,1 milhões de pessoas. No resultado de março, a taxa acelerou com força, crescendo 3 pontos percentuais em um ano e 1,9 ponto em relação ao trimestre anterior. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, o mercado formal de trabalho registrou, em abril, a perda de 62.844 mil postos com carteira assinada. Foi o 13º mês consecutivo de queda no nível do emprego. No mesmo período do ano passado, foram fechadas 97.828 vagas. Nos doze meses encerrados em abril, os desligamentos somam 1,825 milhão. No ano de 2015, a Pnad contínua mostrou um salto de quase dois milhões de desempregados. O número de pessoas fora do mercado de trabalho era de 6,7 milhões no fim de 2014 e passou a 8,6 milhões no fim de 2015. A taxa média de desemprego ficou em 8,5% no ano passado e foi a maior da série histórica do estudo.

Fonte: O Globo


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Congresso reduz meta fiscal e autoriza déficit de até R$ 170,5 bilhões.


Votação teve início após mais de 16 horas de sessão para análise de vetos. Se confirmado esse déficit ao final do ano, será o pior resultado desde 1997.

O Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quarta-feira (25), em sessão conjunta de deputados e senadores, o projeto de lei que reduz a meta fiscal de 2016 e autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas. Se confirmado esse déficit ao final do ano, será o pior resultado da série histórica iniciada em 1997. A aprovação foi por votação simbólica (sem a contagem de votos no painel eletrônico) após mais de 16 horas de sessão. A aprovação da meta era considerada essencial pela equipe econômica do governo do presidente em exercício Michel Temer porque, sem essa permissão para fechar o ano com déficit, várias despesas teriam que ser cortadas, o que afetaria investimentos e programas sociais. Segundo a equipe econômica, a meta de até R$ 170,5 bilhões é um "teto". O objetivo é que o rombo fiscal seja menor do que este valor neste ano. Inicialmente, o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, havia pedido uma revisão da meta fiscal, para autorizar déficit de R$ 96 bilhões. Na última sexta-feira (20), a equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, apresentou projeto revendo esse valor para R$ 170,5 bilhões. Se o Legislativo não aprovasse a mudança na meta, o governo teria que cumprir a meta já aprovada para o ano com previsão de superávit de R$ 24 bilhões. Na prática, em meio a momento de crise econômica e com cenário de menor arrecadação, isso pode paralisar a máquina pública.
Votação
A votação da meta fiscal teve início após mais de 13 horas de sessão em que foram analisados vetos presidenciais. Os parlamentares precisavam votar antes os vetos para conseguir liberar a pauta e dar início à análise do projeto de lei da meta. O PT liderou uma articulação em plenário com partidos contrários ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, como PCdoB e PDT, para tentar arrastar a sessão e impedir a votação da meta em protesto ao governo de Michel Temer. Eles haviam planejado colocar em ação o chamado “kit obstrução”, jargão legislativo para o uso de uma série de requerimentos para tentar impedir a votação, como pedido para inverter a pauta e para adiar a votação. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, conseguiu barrar a apresentação de requerimentos de uma só vez. Ele invocou um artigo do Regimento Interno da Câmara que prevê a situação em que há muitos requerimentos para inverter a pauta e o presidente da sessão entender que o objetivo é “tumultuar a ordem dos trabalhos”. O conjunto dos requerimentos foi submetido a uma consulta do plenário. Formado por uma maioria aliada de Temer, o requerimento foi rejeitado e, sob protesto de petistas, Renan anunciou que nenhum outro requerimento poderia ser apresentado. Para agilizar ainda mais a sessão, que avançava que pela madrugada, Renan encurtou o tempo de fala na fase de debates que antecede a orientação de bancadas. Em vez dos 20 minutos que o regimento da Câmara prevê, Renan argumentou que havia um entendimento no Congresso que o tempo para discutir matérias econômicas era de cinco minutos. Petistas e outros aliados de Dilma protestaram com veemência. “Não é justo, não é correto e não é regimental”, reagiu a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM). Diante da insistência dela para que pudesse falar além dos cinco minutos, Renan disse que iria conceder apenas mais um minuto extra. A senadora se revoltou e houve tumulto no plenário. Ela permaneceu ainda um tempo na tribuna mesmo com o microfone desligado.
Romero Jucá
O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), ex-vice-líder do governo Dilma, fez um discurso cheio de críticas à meta deficitária e alfinetou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento, que acompanhava a sessão no plenário. Em seguida, Jucá respondeu aos ataques e disse que se tratava de um projeto realista, diferente do “equívoco” e “engodo” que acontecia no governo Dilma, em que a meta precisava ser revista no final do ano. Ele se defendeu ainda da conversa gravada com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que propõe um “pacto” para barrar as investigações da Lava Jato. Ele citou o episódio em que o então ministro da Educação Aloizio Mercadante foi flagrado conversando com um assessor do senador cassado Delcídio do Amaral oferecendo ajuda política e financeira em troca do seu silêncio. Jucá disse que as duas situações eram diferentes porque, ao contrário de Mercadante, que, segundo, ele, se “escondeu atrás de Dilma” e continuou no ministério, o peemedebista pediu licença, embora não tivesse cometido “nenhuma irregularidade”.
Medidas
Nesta terça-feira (24), o governo federal anunciou uma série de medidas para tentar conter o avanço dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira. O primeiro pacote da nova equipe econômica prevê a devolução de pelo menos R$ 100 bilhões que o BNDES deve ao Tesouro Nacional, além de propostas de limitação dos gastos públicos e de extinção do fundo soberano para abate do endividamento.




Fonte: G1
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Mercado reduz previsão de queda do PIB para 2016.


Economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de retração da economia este ano: queda de 3,83%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira. A projeção anterior era uma contração de 3,88%. Em relação a 2017, a expectativa de crescimento se manteve em 0,50%. A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano ainda permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% para 2016: 7,04% ao ano. Para 2017 a expectativa de inflação é de 5,50%, a mesma da pesquisa anterior, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto. Há duas semanas, o BC reduziu sua projeção para a inflação tanto para 2016 como para 2017, mas reiterou não haver espaço para diminuição dos juros básicos diante de fatores como o nível elevado da inflação em 12 meses. A expectativa para a Selic é de que encerre 2016 a 12,75%. Para o fim de 2017, diminuiu a projeção do mercado: de 11,50% a 11,38%. O BC manteve a Selic em 14,25% ao ano na última reunião em uma decisão unânime, o que indica que está pavimentando o caminho para afrouxar a política monetária só mais à frente. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2016 foi reduzida de 3,70 reais para 3,67 reais. Para o fechamento de 2017, a estimativa dos economistas para o dólar também se contraiu, a 3,88 reais.





Fonte: BOLETIM FOCUS




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Eletrobras é retirada da NYSE após não entregar balanço


A negociação com os ADRs (recibos de ações negociados nos Estados Unidos) da Eletrobrás foi suspensa nesta quarta-feira (18) pela NYSE, Bolsa de Nova York, que iniciou o procedimento de deslistagem da companhia. A deslistagem vale para ambos os papéis da Eletrobrás nos EUA: o EBR, que tem lastro nas ações ordinárias da estatal no Brasil (ELET3), e o EBR.B, lastreado nos papéis preferenciais (ELET4). As ações da empresa despencavam nesta quarta-feira na Bovespa, e já acumulavam perda de até 20% na semana. O que motivou a saída forçada da NYSE foi o novo atraso na entrega do balanço de 2014 à SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano), cujo prazo se encerrava hoje. Segundo a Eletrobrás, as informações não foram entregues por causa de investigações internas de corrupção, que estão sendo feitas pelo escritório Hogan Lovells. A divulgação do balanço de 2015 da estatal também está atrasada, mas a NYSE citou em nota oficial que apenas o documento de 2014 pesou em sua decisão. A SEC havia estendido o prazo para a entrega do balanço de 2014 por três vezes e não poderia mais fazê-lo, segundo comunicado da Eletrobrás publicado ontem (17), respeitando as regras locais.

Recurso
A estatal pretende apresentar os recursos cabíveis e disse que continuará trabalhando para finalizar os "Formulários 20-F" que estão atrasados. Durante a suspensão, os titulares dos ADRs da Eletrobrás poderão solicitar, junto ao JP Morgan (banco depositário dos papéis), o cancelamento de seus títulos ou a sua migração para ações ordinárias e preferenciais correspondentes, negociadas na BM & amp; FBovespa. O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, espera que a empresa possa publicar os formulários e sanar as pendências com o órgão regulador americano dentro do prazo estipulado de até 90 dias para o julgamento do recurso.


Fonte: Exame
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Mercado financeiro projeta queda da economia em 3,88%


Brasília - A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,86% para 3,88%. Para 2017, a estimativa de crescimento foi mantida em 0,50%. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) a instituições financeiras. A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi mantida em 7%. Para 2017, a projeção foi reduzida de 5,62% para 5,50%, no sexto ajuste consecutivo. As estimativas estão acima do centro da meta de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6%, em 2017. É função do Banco Centra fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.
Inflação
Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final de 2016, foi mantida em 13% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa passou de 11,75% para 11,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano. A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,03% para 7,10%, em 2016. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada 7,35% para 7,34%, este ano. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 7,04% para 7,14%, em 2016. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,70, ao fim deste ano, e em R$ 3,90, no fim de 2017.



 Fonte: Exame.
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Ilan Goldfajn leva experiência acadêmica e de mercado ao BC


Exigente e com vasto conhecimento sobre economia, o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, assume a autoridade monetária com as apostas crescentes de que o início no ciclo de corte de juros se aproxima, sobretudo diante de suas avaliações mais recentes como economista-chefe do banco Itaú, maior banco privado do país, cargo que exerceu desde 2009. Mas agentes do mercado relutam em classificá-lo como "dovish", ou seja, inclinado a uma política monetária mais frouxa. "Ele é bastante equilibrado e suas argumentações são muito bem embasadas", disse um economista próximo a ele, acrescentando que não era possível enquadrar Goldfajn como "dovish" ou "hawkish". Segundo a fonte, após anos à frente da equipe econômica do Itaú, reunindo-se com clientes empresariais de diversos setores e portes, Goldfajn passou a ter mais contato com a economia real. "Acho que essa experiência com a economia real é algo que ele vai trazer para a análise", acrescentou. No Itaú, Goldfajn vinha destacando que o quadro recessivo no Brasil e o enfraquecimento do dólar sobre o real desde o início do ano estavam entre os fatores que deveriam contribuir para gradual redução das expectativas de inflação, abrindo espaço para o início do ciclo de corte de juros no "segundo semestre, a partir de julho". Em recente relatório divulgado à frente da instituição, Goldfajn melhorou suas projeções para a economia do país em 2017, diante de cenário fiscal com alguma recuperação, elevando a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a 1%, sobre 0,3% anteriormente. A Selic está em 14,25% ao ano desde julho passado, mas a inflação começou a perder força, também em meio ao cenário recessivo. Pesquisa mais recente Focus do próprio BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostra que as expectativas são de alta do IPCA de 7,0% neste ano e de 5,5% em 2017. Goldfajn assumiu a diretoria de Política Econômica do BC em 2000, aos 34 anos, quando a autoridade monetária era comandada por Armínio Fraga. Ficou até meados de 2003, já com o BC presidido por Henrique Meirelles, hoje ministro da Fazenda. O economista, bastante reservado sobre sua vida pessoal mas até informal com quem trabalha, é muito exigente e atento aos detalhes em relação à qualidade do trabalho, demandando horas a mais de dedicação dos que o cercam até que o resultado esteja a contento. Após sair do BC, em 2003, Goldfajn foi sócio da Gávea Investimentos. Posteriormente, sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos e também ajudou a fundar a Ciano Consultoria, de onde saiu, em 2009, para assumir a cadeira de economista-chefe do Itaú.
Currículo invejável
Goldfajn também se destaca pela sua vida acadêmica, que lhe rendeu pelo menos um amigo ilustre. O vice-presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Stanley Fischer, um dos orientadores de seu PhD no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Os dois continuam amigos e ainda se falam com alguma frequência. "O lado acadêmico dele é muito evidente, o que é uma qualidade", afirmou o economista de um banco, sob condição de anonimato. Antes do PhD no MIT, Goldfajn concluiu seu mestrado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, universidade onde também foi professor. Em sua experiência internacional, Goldfajn foi economista do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 1996 e 1999 e professor assistente na Universidade de Brandeis, em Massachusetts.


Fonte: Exame
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Universidade oferece bolsas de graduação e pós em Portugal


O Instituto Politécnico de Leiria está com inscrições abertas para seus cursos de pós-graduação e graduação. Para todos, há possibilidade de bolsa de estudo de 50% no valor total da anuidade – que já é significativamente mais baixo que as taxas de outros países europeus. A anuidade dos cursos é de 3 mil euros (nos cursos nas áreas de Educação, Ciências Sociais, Administração, Tecnologia, Artes, Design e Turismo) e 4 mil euros nos cursos na área da Saúde. Confira a lista completa dos cursos disponíveis. Com as bolsas de 50%, os valores caem para 1,5 e 2 mil euros anuais. A Universidade possui uma página dedicada a estudantes brasileiros, na qual é possível acessar detalhes sobre o processo de candidatura às vagas nas universidades e informações sobre vida e custos de manutenção em Portugal. Há três possibilidades de Bolsas: Bolsa Mérito, Bolsa de Cooperação para o Desenvolvimento – direcionada apenas a candidatos de países de língua portuguesa – e Bolsa de Tecnologia – disponível apenas para candidatos dos programas de Biotecnologia ou Engenharia. O estudante pode se inscrever para as três, mas elas não são cumulativas. Para se inscrever, é preciso submeter seu histórico acadêmico e profissional (no caso de pós-graduação). Confira aqui os detalhes de cada bolsa e como se inscrever para cada uma. Além disso, os estudantes também podem conquistar isenção da taxa de matrícula, no valor de 500 euros. Para concorrer, é preciso completar um pequeno teste e escrever uma carta de motivação, ambos em português. O prazo para inscrição é 19 de junho. Confira o regulamento e participe aqui. O Instituto é uma instituição de educação pública, e possui quatro campi na região central de Portugal, nas cidades de Leiria Caldas da Rainha, Peniche e Marinha Grande. Atualmente, abriga 10 mil estudantes em seus cursos de graduação e pós-graduação.




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"Esqueletos" da gestão Dilma podem passar de R$ 250 bilhões.


                         Já se sabe que um eventual governo de Michel Temer terá de administrar um déficit monumental para ajustar o orçamento público. O buraco pode ir a R$ 360 bilhões.
Quem acompanha o funcionamento da máquina pública, porém, lembra que há outra conta, essa oculta, mas igualmente expressiva, de "esqueletos" que podem ser herdados da gestão de Dilma Rousseff.
Como se tratam de gastos desconhecidos até que sejam devidamente contabilizados, vivem no terreno das estimativas.
Numa projeção conservadora, feita por especialistas de diferentes áreas, a pedido da reportagem, a conta pode passar de R$ 250 bilhões. Mas há quem diga que pode ser ainda maior. Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’'s estimou que, no pior cenário, a conta vai a R$ 600 bilhões.
O que popularmente se chama de esqueleto, na literatura econômica é chamado de gasto contingente: despesa excepcional gerada por derrapadas na gestão da política econômica que fica escondida até que exploda ou que alguém jogue luz sobre ela.
Para os especialistas em contas públicas, essa despesa tende a proliferar.
"Tem uma coisa que precisa ficar clara: a dinâmica do gasto social, do gasto com previdência, do gasto com pessoal, tudo isso, é muito previsível. Não há surpresa. A gente conhece e não deixou esqueletos. Mas a política setorial deixou", diz o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.
As estimativas de gastos extras feitas a pedido da reportagem incluem eventuais capitalizações que o Tesouro tenha de fazer nas estatais Petrobras, Eletrobras e Caixa Econômica Federal, a negociação das dívidas dos Estados, que vão gerar perdas para a União, o risco de inadimplência com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e a manutenção do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Estimativas

A agência de risco Moody’s dedicou um relatório inteiro à discussão dos passivos contingentes no Brasil observando apenas os grandes desembolsos que podem vir pela frente.
Pelas suas estimativas, ao longo dos próximos três anos, os gastos extraordinários podem variar entre 5% e 10% do PIB, o Produto Interno Bruto: algo entre R$ 295 bilhões e R$ 590 bilhões.
Como esse tipo de gastos afeta o fôlego financeiro da União, a Moody’s estimou que os gastos levariam a dívida - hoje perto de 70% do PIB - para 90% do PIB em 2018.
A agência avaliou que há possibilidade de o governo socorrer tanto a Petrobras quanto a Eletrobras, porque ambas estão sob pressão financeira (leia mais abaixo). Entre 2016 e 2018, apenas a Petrobras demandaria cerca de R$ 300 bilhões - mais de R$ 100 bilhões apenas para pagar dívidas.

A agência analisou também a saúde dos bancos públicos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Considerou que a Caixa é a instituição mais sensível a um eventual socorro. Hoje, a Moody’'s não vê risco no segmento, mas, se houver deterioração e estresse das instituições, o passivo contingente tende a explodir, indo a R$ 600 bilhões.
A agência considerou também o custo da renegociação da dívida dos Estados. Apesar de tecnicamente não serem enquadrados como passivos contingentes, no sentido mais clássico do conceito, as dívidas estaduais vão gerar uma conta extra para o governo federal que vai impactar a formação de superávit e pesar sobre a dívida.
Neste momento é muito difícil prever o tamanho da conta dos Estados. Pedro Jucá Maciel, assessor parlamentar de Assuntos Econômicos no Senado, lembra que ela pode ir a R$ 402 bilhões se o Supremo Tribunal Federal aceitar a tese de que é preciso trocar o indexador da dívida de juro composto para juros simples. O julgamento está suspenso até junho.
A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Costa, lembra que nesse meio tempo a União já está perdendo. Os Estados que ganharam liminares vem reduzindo os pagamentos à União. Apenas em abril o governo não recebeu R$ 2,6 bilhões.
"Se prevalecer o que consta no Projeto de Lei Complementar que trata do tema (e inclui alongamentos para pagar a União e o BNDES, mais desconto temporário), o caixa federal deixaria de receber R$ 51 bilhões entre 2016 a 2018", diz ela .
A situação econômica do País é tão crítica, que os economistas têm dificuldade de bater o martelo até para qual será o tamanho do buraco nas contas conhecidas.
O economista Samuel Pessôa lembra que para cobrir o déficit do ano passado e fazer um superávit, para que a dívida fique estável, seriam necessários R$ 360 bilhões. "Mas alguns colegas dizem que se fosse descontada a piora do cenário, bastariam R$ 150 bilhões."

Fies e FAT

Dois fundos chamam a atenção dos especialistas em finanças públicas. O primeiro é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De 2010 a 2014, o gasto anual explodiu. Foi de R$ 1,1 bilhão a R$ 13,4 bilhões.
Um relatório da Controladoria Geral da União, no ano passado, fez o alerta: 47% dos beneficiários estavam com pagamentos atrasados.
Em relatório ao mercado no início de 2016, o banco Santander estimou que a inadimplência no Fies pode ir a 25%. Por baixo, a conta iria a R$ 8 bilhões.
A outra preocupação é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que cobre o seguro desemprego. Opera no vermelho desde 2009.
O governo mudou as regras do benefício e aliviou o rombo, mas, com o desemprego batendo recorde, a conta para o Tesouro deve passar de R$ 10 bilhões neste ano.

Fonte: Estadão
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Projeção da Selic cai e economistas veem inflação mais alta.


A projeção para a taxa básica de juros no final deste ano voltou a ser reduzida apesar da elevação na expectativa para a inflação, mesmo após o Banco Central reduzir suas contas para a alta dos preços mas manter o discurso de cautela. Os especialistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira elevaram a estimativa para a alta do IPCA ao final de 2016 a 7,00%, contra 6,94% antes, após oito semanas seguidas de queda. Assim, a projeção permanece acima do teto da meta do governo, de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais. Para 2017 a expectativa de inflação agora é de 5,62%, 0,1 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto. Na semana passada, o BC reduziu sua projeção para a inflação tanto para 2016 como para 2017, mas reiterou não haver espaço para diminuição dos juros básicos diante de fatores como o nível elevado da inflação em 12 meses. O IPCA acelerou o avanço a 0,61% em abril, mas em 12 meses a alta caiu a 9,28%, frente a 9,39% em março. O BC manteve a Selic em 14,25% ao ano na última reunião em um decisão unânime pela primeira vez depois de três votações rachadas, o que indica que está pavimentando o caminho para afrouxar a política monetária só mais à frente. Ainda assim, a pesquisa junto a uma centena de economistas mostrou que a expectativa para a Selic agora é de que encerre 2016 a 13,00%, contra 13,25% na semana anterior. Para o fim de 2017 permanece a projeção de 11,75%.Por outro lado, o Top 5, grupo que mais acerta as projeções, elevou a expectativa para a taxa básica de juros a 13,88% no fim deste ano na mediana das projeções, contra 13,38% antes. Houve alta também para a Selic em 2017, a 12,63%, sobre 12,25%. Para a economia este ano, após quinze semanas de piora, os economistas consultados melhoraram a projeção, ainda que levemente, para uma contração Produto Interno Bruto (PIB) de 3,86%, ante a queda de 3,89% na pesquisa anterior. Em relação a 2017, a expectativa de crescimento melhorou em 0,10 ponto percentual, a 0,50%.

Fonte:  Reuters



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Fitch rebaixa novamente a nota de crédito do Brasil


A agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta quinta-feira a nota de crédito soberano do Brasil para "BB". Com isso, o rating do país mergulha ainda mais dentro do chamado grau especulativo, no qual estão empresas e países considerados mais arriscados para os investidores. No anúncio, a Fitch informou que a perspectiva para a nota brasileira é negativa. Isso significa que novas revisões para baixo poderão ocorrer nos próximos meses. Entre outros motivos para o corte, a Fitch citou a contração maior que a esperada da economia brasileira, a situação problemática das contas públicas e mudanças recorrentes nas metas fiscais, que minam a credibilidade dos investidores nas medidas tomadas pelo governo para reduzir o rombo das contas. O anúncio da Fitch ocorre menos de cinco meses depois de a agência deixar de considerar o Brasilinvestment grade, selo dado a empresas e países considerados mais seguros para os investidores. A nota atual está dois níveis abaixo do patamar investment grade na escala da agência. Todas as três principais agências de classificação de risco já tiraram do Brasil o selo de bom pagador. A primeira foi a Standard & Poor's, em setembro do ano passado. Na sequência vieram a Fitch, em dezembro, e a Moody's, em fevereiro deste ano.


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Rachid: 'Espaço para esconder dinheiro está cada vez menor'


O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirma que o acesso às informações vai ajudar nas investigações de sonegação tributária e corrupção e pode contribuir com o esforço de sustentação da arrecadação no momento em que o espaço para aumento da carga tributária é menor. Com a convenção, a Receita terá informações de contas correntes, investimentos, previdência privada, ações, rendimentos de fundos e até aluguéis. Segundo Rachid, o Fundo Monetário Internacional (FMI) está estimulando os países a ampliar a troca de informações. Ele cita a descoberta dos Panama Papers, investigação jornalística internacional que revelou o uso de empresas em paraísos fiscais para comprar bens e abrir contas. "O dinheiro hoje em dia não tem mais pátria", afirma Rachid. "Ter dinheiro no Brasil ou em qualquer lugar do mundo será a mesma coisa. A Receita vai saber."

Veja a seguir trechos da entrevista:

O que muda para o Brasil com a ratificação da convenção multilateral? Já temos adesão de 94 países e todo dia está entrando um novo. A convenção permite a troca automática de informações financeiras e também o intercâmbio de informações sobre os grandes grupos transnacionais, com faturamento global acima de 750 milhões de euros. Os países vão compartilhar essas informações para discriminar as operações globalmente, o que é muito importante para poder cumprir a legislação. Já temos em vigor o Fatca, que é o acordo de troca de informações com os Estados Unidos. Por que os países resolveram fazer a convenção? Começou com a OCDE. Mas esse movimento mundial veio com a crise internacional de 2008. Viu-se que era necessário abrir para todos os países. O FMI está estimulando os países a se engajar nesse processo de troca de informações pela necessidade que o mundo está passando. O pagamento de impostos depende muito das informações que os fiscos têm sobre o fluxo financeiro. Que outros mecanismos podem ajudar? Vamos começar nesta semana a cobrar informações sobre o beneficiário final das empresas offshore. Queremos buscar as pessoas físicas detentoras dos recursos. Hoje, encontramos um contribuinte que tem uma empresa, que é constituída por outra empresa, e por outra e depois por um fundo. E não sabemos onde esse fundo está no exterior. Os países estão sendo estimulados a contar qual é a identificação da offshore. Quais os próximos passos? Teremos informações também dos "rulings", como são chamadas as decisões administrativas tomadas pelos países e que modificam a tributação de uma grande empresa. Isso é feito por decisão interna e não ficava transparente. Qual o alcance dessas informações? O espaço para quem quer esconder o dinheiro para fins tributários e outros fins está ficando cada vez mais reduzido. A cortina está se abrindo. Olha como surgiram os Panama Papers. Não se fala mais em segredo tributário com a Suíça. Firmamos um acordo bilateral e ela também aderiu à convenção. Essa trocas de informações vão ajudar nas operações de investigação de sonegação e corrupção?Vão facilitar. Não sei se exatamente para as que estão em curso, mas o espaço para a corrupção está reduzindo. Ter dinheiro no Brasil ou em qualquer lugar do mundo será a mesma coisa. A Receita vai saber. O próprio cumprimento voluntário do pagamento do impostos vai ser diferente. Saberemos, por exemplo, o rendimento de aluguel aqui ou do outro lado do mundo. Não é ilegal ter tido isso no exterior, desde que seja declarado. Sem espaço para aumentar a carga tributária, o controle maior pode ajudar no aumento da arrecadação? Entendo que sim. Essas ações podem contribuir para a sustentação da arrecadação. Quando se tem uma administração tributária forte, melhora o ambiente de negócios. Elimina a concorrência desleal. Atrelado a isso está em curso esse programa de regularização de ativos. As pessoas estão se mexendo e é natural. E também nós estamos descobrindo situações que eram criadas e que terão que ser regularizadas. Essa será a última janela para a regularização ou será como o Refis, sempre reaberto? O programa termina em outubro. E sem dúvida será a última oportunidade. A arrecadação com o programa poderá ser maior do que os 35 bilhões de reais previstos? Esse é o valor com o qual trabalhamos. É prematuro dizer se essa previsão é conservadora.

 Fonte: Exame       

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10 motivos para a euforia com o Brasil,


     Com a consolidação do impeachment da presidente Dilma Rousseff como cenário-base, os investidores tem demonstrado euforia com o Brasil.
A dúvida é se a mudança política já está precificada ou se Bolsa e dólar ainda tem espaço para se movimentar, questão que divide analistas de mercado.
Em um relatório enviado para investidores neste domingo, o Citi lista 10 razões para acreditar que o chamado "rali do impeachment" ainda vai longe.
Veja quais são elas:
1. "A chance de que a mudança de governo emperre está se aproximando de zero"
Logo depois da votação na Câmara, a posição do Senado ainda era incerta, mas isso mudou.  Hoje é difícil encontrar, entre defensores e detratores, quem aposte na permanência de Dilma.
O voto do relatório no Senado deve ocorrer na próxima quarta ou quinta-feira. Confirmada o "Sim", a presidente já é afastada por até 180 dias e Temer assume, gerando um fato político difícil de reverter.
2. Até a equipe de Dilma já está se preparando para sair
O governo está anunciando medidas, como o reajuste do Bolsa Família e da tabela do Imposto de Renda, que agradam ao PT, aumentam gastos e teriam custo político caso revertidas por Temer.
Além disso, fala-se na criação de um "bunker da resistência" onde os assessores próximos da presidente se reuniriam durante o afastamento.
3. O vice-presidente Michel Temer se comprometeu a não se candidatar à presidente em 2018
Com isso, partidos preocupados com a próxima eleição presidencial ganham flexibilidade para apoiar Temer sem atrapalhar suas próprias ambições eleitorais.
O Citi fala que o novo governo se gaba de uma possível base de apoio de 78% da Câmara, mas este número pode estar superestimado. Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, explica em entrevista para EXAME.com:
"É equivocado isso de que Temer teria a base dos 367 deputados que votaram pelo impeachment. Nesse sistema que eles estão acobertados, eu acredito que não haja consenso algum." 
4. O PSDB fará parte do novo governo
Nesta terça-feira, o PSDB divulgou as propostas que considera fundamentais para apoiar um eventual governo Temer. Entre elas estão o combate à corrupção, reforma política e simplificação do sistema tributário.
A adesão "aumenta a chance de que o partido dará liderança para passar logo reformas econômicas difíceis ao invés de esperar para ver o quão impopulares elas são", diz o Citi.

5. Henrique Meirelles já está praticamente confirmado no Ministério da Fazenda
Ex-presidente do Banco Central durante toda a era Lula, Meirelles está se encontrando regularmente com Temer, que já admitiu sua preferência por ele.
O Citi diz que Meirelles traz "uma combinação incomum: habilidades do setor privado de negócios global, experiência de políticas financeiras, apoio dos mercados, jogo de cintura político, contatos e experiência legislativa e executiva".
6. "Reformas estruturais antes consideradas tabus políticos estão sendo sondadas como as primeiras iniciativas esperadas do novo governo"
Estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, abertura comercial e fim das vinculações no Orçamento.
Estas devem ser algumas das prioridades do novo governo caso ele siga asdiretrizes da "Ponte Para o Futuro", divulgada pelo PMDB em outubro do ano passado.
7. "A privatização da infraestrutura está emergindo como um potencial vetor de crescimento"
"O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura", diz o documento "A Travessia Social", da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB.
O plano de Temer é criar um novo conselho para coordenar concessões, privatizações e parcerias público-privadas sob liderança de Wellington Moreira Franco, ex-ministro da Aviação Civil e de Assuntos Estratégicos no governo Dilma.
8. Os preços de commodities estão subindo
A queda generalizada dos preços das commodities diante da fraqueza da demanda chinesa foi um dos fatores que derrubaram o crescimento do Brasil e de outros países da América Latina, mas há sinais positivos neste campo.
O índice de commodities da Bloomberg subiu 8,5% em abril, maior alta mensal desde dezembro de 2010. O retorno do índice da S&P foi ainda maior: 10,1%.
9. As taxas de juros de longo prazo domésticas caíram 420 pontos-base nos últimos 3 meses
E as projeções de inflação também vem caindo para os próximos 2 anos, de acordo com as estimativas de mercado captadas pelo último Boletim Focus, o que abre espaço para uma maior queda dos juros.
10. A balança de pagamentos continua melhorando
O lado bom de ter dólar mais alto é que o ajuste das contas externas fica mais rápido. Os brasileiros gastam menos no exterior, as importações caem e as exportações são estimuladas.
O Citi espera um superávit de balança comercial de US$ 54 bilhões este ano. No acumulado de janeiro a abril, já são US$ 13 bilhões - um recorde para o período.
Fonte;Exame

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Por que a recuperação da economia não será tão rápida.


Para Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, o ajuste fiscal e a recuperação econômica passam por aumento de impostos no curto prazo e uma reforma da Previdência com impacto mais à frente. A dúvida que não quer calar é se o Congresso vai aprovar as medidas de impacto necessárias se Dilma Rousseff cair e Michel Temer assumir. "É equivocado isso de que o governo Temer teria a base dos 367 deputados que votaram pelo impeachment. Nesse sistema que eles estão acobertados, eu acredito que não haja consenso algum."  Pesquisador licenciado do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada (Ipea), Mansueto foi um dos autores, junto com Marcos Lisboa e Samuel Pessôa, doartigo "O Ajuste Inevitável", publicado em julho do ano passado. Em entrevista para EXAME.com, ele destrinchou o problema fiscal e explicou porque acha que a recuperação da economia, quando vier, não será tão vigorosa como em outros episódios do passado. Veja os principais trechos:
Qual é o desafio mais urgente para Temer se o impeachment for aprovado?
Mansueto Almeida - A questão fiscal. Não que ele vá necessariamente produzir algum equilíbrio no curto prazo, mas precisa sinalizar como será a recuperação do superávit primário de forma que se possa ver lá na frente a relação dívida/PIB do Brasil se estabilizando. Hoje, a gente só vê ela crescendo e isso não é sustentável.
É possível o equilíbrio no curto prazo sem aumento de imposto?
Mansueto - Eu acho muito difícil algum superávit primário até 2018 sem aumento de carga tributária. No âmbito dos estados, haverá alguma negociação da dívida como já encaminhado pelo governo atual, e isso vai significar uma redução do serviço da dívida dos estados nos próximos 2 anos, que será transformado em despesa. Então a tendência dos estados é o superávit virar déficit. E no governo federal, a tendência é do gasto continuar crescendo acima da receita, porque o que está se fortalecendo agora são as despesas obrigatórias.
Sem algum aumento de carga nos próximos 2 anos, é muito difícil reverter um déficit primário que está na casa dos R$ 120 bilhões e que tende a se ampliar.
E no prazo mais longo, o que deve ser atacado?
Mansueto -  Reforma da Previdência. De acordo com os números do próprio governo, o gasto com Previdência vai saltar dos atuais 12% para 20% do PIB em 2050. Embora os ganhos não sejam imediatos, é preciso estabelecer uma idade mínima para aposentadoria de forma gradual. Não tem como não fazer.
Além da idade mínima, que outro aspecto essa reforma deveria mexer?
Mansueto - A vinculação do benefício da Previdência ao salário mínimo. A regra atual não será um problema em 2017 e 2018, quando não haverá crescimento real, pois o ganho é vinculado ao crescimento do PIB dos anos anteriores (2015 e 2016, de recessão). Mas a partir de 2019, pode complicar de novo o cenário. O que a Constituição garante é a manutenção do poder de compra das aposentadorias, não aumento real. É muito importante deixar esses dilemas muito claros para a sociedade, porque no final quem vai decidir é o eleitor e o Congresso. Se não quiser fazer reforma de Previdência e desvincular o benefício previdenciário do ajuste do salário mínimo, isso significa carga tributária crescente.
Passada a crise, podemos voltar a crescer rápido?
Mansueto - O mercado está com um otimismo moderado. Ele vai dar para o novo governo o benefício da dúvida por uns 4, 5 meses, observar o que vai mandar para o Congresso e qual será a reação dos políticos. Dois anos seguidos de queda de 4% do PIB é algo totalmente anormal, típico de países em crise bancária ou em guerra. Crescer 1% ao ano já é uma grande melhora, mas há uma série de problemas. De 2003 para 2004, por exemplo, a economia se recuperou muito rápido, mas agora não será assim por vários motivos. Primeiro: na época o Brasil vinha de um ciclo longo de reformas dos anos 90 que impactava positivamente a produtividade, e não havia choque de endividamento de empresas e famílias. Agora é o contrário: a gente vem de uma desorganização econômica, com índices de conteúdo nacional muito alto, restrição de importações, créditos subsidiados e regimes tributários especiais, que causaram queda de produtividade. Segundo ponto: endividamento. As famílias hoje comprometem mais de 20% da sua renda no serviço da dívida, então mesmo com queda da taxa de juros, isso não se transforma imediatamente em aumento grande do crédito para consumo. Do lado das empresas, a forte recessão piorou bastante os indicadores financeiros e os problemas de caixa. Quando a economia voltar a crescer, elas ainda vão precisar de um tempo de recomposição para eventualmente tomar crédito e investir. A parte regulatória pode avançar, mas a recuperação será muito gradual e com a grande incógnita do ajuste. A gente vai ter que ver exatamente qual será a base política desse novo governo, o que vão encaminhar pro Congresso e a chance de aprovar essas medidas. É equivocado isso de que o governo Temer teria a base dos 367 deputados que votaram pelo impeachment. Nesse sistema que eles estão acobertados, eu acredito que não haja consenso algum.
Henrique Meirelles na Fazenda é um bom nome para esse processo?
Mansueto - Ele tem experiência bancária, o que é importante por causa dos problemas de crédito de bancos com empresas e de várias delas na margem da recuperação judicial. E você precisa desarmar essa expansão excessiva de créditos via bancos públicos que o governo fez nos últimos 6, 7 anos. É um nome bom e vai montar uma equipe boa, mas o essencial será o presidente na negociação com o Congresso, porque todas as medidas dependem disso.
O que a possibilidade de renúncia e novas eleições muda no cenário?
Mansueto - Não sei se é positivo ou negativo, mas é mais um fator de dúvida. Do ponto de vista estritamente econômico, quanto mais adiar a solução, maior é o custo do ajuste.
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Brasil tem superávit comercial de US$4,861 bi, recorde para abril

A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,861 bilhões de dólares em abril, melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1989, diante da forte queda nas importações em meio à recessão econômica e ao dólar mais valorizado frente ao real.
O desempenho veio um pouco acima da estimativa de saldo positivo de 4,7 bilhões de dólares apontada em pesquisa Reuters com especialistas. Em abril do ano passado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta segunda-feira, o saldo havia ficado positivo em 490 milhões de dólares.
No mês passado, as importações somaram 10,513 bilhões de dólares, queda de 28,3 por cento sobre um ano antes pela média diária. As exportações ficaram em 15,374 bilhões de dólares, alta de 1,4 por cento no período.
Com isso, no acumulado do ano, o superávit da balança comercial somou 13,249 bilhões de dólares, também recorde para a série. A performance, considerada um dos únicos positivos da economia brasileira em meio à profunda recessão, vem sendo crucial para diminuir o déficit em transações correntes do país. Isso porque, com o ajuste, cai a necessidade de financiamento externo para o balanço de pagamentos. Para o ano, a última expectativa divulgada pelo ministério era de balança positiva em 35 bilhões de dólares. Economistas de instituições financeiras já projetam saldo de 48 bilhões de dólares, conforme pesquisa Focus do Banco Central mais recente.
O desempenho vem da forte contração econômica pela qual passa o país, reduzindo a necessidade de bens importados, e do dólar mais forte frente ao real, que aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. ABRIL No último mês, as exportações foram beneficiadas pelo crescimento nas exportações de semimanufaturados (+6,9 por cento) e de básicos (+2,5 por cento), enquanto as exportações de manufaturados tiveram declínio de 1,3 por cento sobre abril do ano passado.
Um dos maiores destaques foi da soja em grão, com exportações em alta anual de 39,4 por cento, a 3,5 bilhões de dólares. Por outro lado, as importações continuaram exibindo queda generalizada. Em combustíveis e lubrificantes, o recuo foi de 38,1 por cento, e em bens de capital, de 36,8 por cento. Bens de consumo e bens intermediários, por sua vez, caíram 27,5 e 24,4 por cento, respectivamente.








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Perito Ubirajara

Perito Ubirajara

Perfil Profissional

Perito Judicial nas áreas Econômica e Contábil, graduado em Contabilidade, pela faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro e em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas; Pós graduado (MBA) em Direito da Economia e da empresa e também em Mercado de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas-RJ; Pós graduado em Direito Tributário pela Universidade Estácio de Sá - RJ; Atuação ininterrupta a mais de 30 (Trinta) anos como Perito Judicial no fórum da Capital do Rio de Janeiro e em outros Estados da Federação, membro da Comissão de Perícias Contábeis do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro, bem como Presidente do alto Conselho Diretor da APJERJ - Associação dos Peritos Judiciais do Estado do Rio de Janeiro.

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