Arrecadação de impostos decepciona e estatais ajudam governo a fechar contas.


A arrecadação de impostos voltou a decepcionar em março, e o governo Dilma Rousseff teve de buscar o socorro das empresas estatais para abastecer seu caixa. Dados preliminares mostram que a receita dos tributos federais teve, no mês passado, crescimento inferior a 2% na comparação com o período correspondente de 2013, descontada a inflação. Para cumprir as promessas de manter as contas sob controle neste ano eleitoral, a equipe econômica petista conta com uma expansão de 3,5% até dezembro. Sem isso, os saldos desejados nas contas do Tesouro Nacional -que estão entre as bases do combate à inflação- dependerão de receitas extras e manobras contábeis como as que minaram a credibilidade da política econômica nos últimos anos. Até aqui, o fraco desempenho da economia tem contrariado o otimismo das previsões oficiais, em especial no caso dos tributos incidentes sobre os lucros das empresas. A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, por exemplo, caiu 9% no primeiro bimestre e ficou R$ 2 bilhões abaixo do previsto; em março, a variação ficou próxima de zero.
 

 RECURSO HETERODOXO
Para compensar a arrecadação abaixo do esperado, o governo tem recorrido a um expediente heterodoxo: extrair dividendos, ou seja, parcelas dos lucros, das empresas estatais. Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas os disponíveis nos sistemas de acompanhamento público do Orçamento mostram uma receita de R$ 3 bilhões com dividendos no mês passado, totalizando R$ 5,9 bilhões no trimestre. Trata-se de uma disparada na comparação com o volume dos primeiros três meses do ano passado, que se limitou a R$ 767 milhões, integralmente obtidos em março. O Orçamento estima ganhos de R$ 24 bilhões neste ano com dividendos, em uma receita total do governo de R$ 1,3 trilhão. Essa previsão tende a crescer, porque o montante do primeiro trimestre costuma representar menos de um quinto do anual. Prática corriqueira entre empresas, a distribuição de parte dos lucros aos acionistas ganhou, na administração petista, procedimentos peculiares para as estatais. O Tesouro, por exemplo, tem entregado títulos de sua dívida ao banco federal de fomento, o BNDES, que, com o reforço na contabilidade, pode pagar mais dividendos conforme as necessidades do caixa da União.
DESACELERAÇÃO E DESONERAÇÃO AFETAM RECEITA
As projeções oficiais para a receita foram frustradas nos últimos dois anos, em razão da fraqueza da economia e dos pacotes de alívio tributário destinados a estimular a produção e o consumo. Em 2011, no primeiro ano de Dilma, a arrecadação de tributos superou as expectativas mais otimistas. No entanto, o resultado inicial foi produzido pelo crescimento de 7,5% no final do governo Lula, que facilitou a vitória de sua candidata. Depois, a arrecadação perdeu impulso. O governo depende da receita para cumprir a promessa de poupar no mínimo R$ 80,8 bilhões para o abatimento da dívida pública, pouco acima dos R$ 75 bilhões do ano passado.




Fonte: A Folha SP

O PT manda consertar o espelho.

A presidente da República declarou que a oposição tenta destruir a imagem da Petrobrás. Dilma Rouseff continua, portanto, na linha da humildade absoluta – cogita existir alguém capaz de destruir a imagem da Petrobrás melhor que ela e seu governo. É uma lição de modéstia. Andaram retrucando na internet que a verdadeira destruição da imagem da Petrobrás é Dilma e a presidente da empresa posando juntas de macacão laranja – mas isso é coisa de gente machista e reacionária. É por essas e por outras que o PT trabalha duro para consertar as verdades nacionais, como se vê no IBGE. É intolerável a existência de um instituto de estatística que possa, a qualquer momento, divulgar números desagradáveis para a revolução do proletariado. Só pode ser conspiração da direita, como diria o companheiro Delúbio. Note-se o índice de inflação. Como todo o trabalho do governo popular para dar um banho de loja nos preços, com a maquiagem caprichada das tarifas públicas, vem o IBGE e mostra, sem a menor sensibilidade, que a inflação estoura o teto da meta. Não há revolução que aguente um órgão público alienado desse jeito. O ideal seria internar todo o corpo técnico do IBGE no STF, para um workshop com aqueles juízes que sabem como inocentar quadrilheiros sem perder a pose acadêmica. Entre os preços maquiados pelo governo popular está o da gasolina. Isso não ajudou a destruir a imagem da Petrobrás, coisa da oposição. Ajudou a destruir a própria Petrobrás, derrubando o valor da empresa no mercado. Ou seja: esconder inflação custa caro, e é insuportável que esses técnicos sem noção do IBGE venham jogar todo esforço no lixo, com seus números desobedientes e alienados. Mas isso não ficará assim. Numa manobra revolucionária, a presidência do IBGE suspendeu até o fim do ano a divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) continua, que traz dados sobre emprego e renda. A ideia é rever a metodologia. As pesquisas sobre desemprego são importantes demais para ficar nas mãos de pesquisadores. Houve de imediato uma rebelião no corpo técnico, com a renúncia da diretora de pesquisa e ameaça de paralisação das atividades. Se o governo popular tivesse a coragem da companheira Cristina Kirchner, botava logo todo mundo no olho da rua e passava a divulgar números feitos em casa, como sensibilidade social e consciência política - como deve ser toda estatística. Espelho bom é o que satisfaz o dono. Interessante notar que o pedido formal para a manobra metodológica do IBGE veio da senadora Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao governo do Paraná. Quem é o amigo de fé, irmão camarada e coordenador da campanha eleitoral de Gleisi? Ele mesmo, o político mais famoso do momento, o homem que era vice-presidente da Câmara dos Deputados e teve de renunciar por pressão dos invejosos que não têm um doleiro para chamar de seu: André Vargas. Foi, portanto, muito oportuna a iniciativa de Gleisi Hoffmann pela intervenção no IBGE, dentro da doutrina petista de botar a verdade nos trilhos. Alguém que convive com André Vargas e a turma que faz brotar dólares na palma da mão não pode deixar que a informação circule por aí solta assim, como uma libertina. Vai que a oposição fica sabendo o que não deve resolve destruir também a imagem da senadora – como fez com a Petrobrás? Por uma dessas coincidências da vida, o mesmo doleiro que sugava a Petrobrás abastecia o companheiro e financiador de Gleisi Hoffmann. Deve ser tudo uma armação da oposição para destruir a imagem de todas essas pessoas de bem. Curiosamente, uma das empresas do tal doleiro repartiu negócios com a Delta, líder das pilantragens no Dnit e nas obras do PAC – área sob supervisão da Casa Civil, então chefiada por Gleisi Hoffmann. Naturalmente ela não sabia de nada. Só sabia que podia confiar em André Vargas. O bom disso tudo é que o Brasil também confia em todos eles. A linhagem da Casa Civil que desemboca na parceria de André Vargas tem ninguém menos que Erenice Guerra, Antonio Palocci e José Dirceu, entremeados por Dilma Rousseff. O novo IBGE deveria fazer a pesquisa de renda só com essa turma. Chega de estatísticas tristes.





Fonte: G. Fiuza

Ministério do Trabalho informatiza fiscalização do pagamento do FGTS.

Sistema permitirá ao empregador envio de informações por meio eletrônico. Com isso, será dispensada presença do empregador nas unidades do MTE.

O governo informou nesta quarta-feira (23) que está informatizando a fiscalização do pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Com um novo sistema eletrônico, o empregador poderá enviar as informações solicitadas pelo Ministério do Trabalho por meio eletrônico, dispensando assim seu comparecimento às unidades do órgão, ou o envio de fiscais à empresa. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, informou que a fiscalização eletrônica dos pagamentos do FGTS vai simplificar e facilitar a ação dos auditores. "Eles podem acessar [os dados] de onde estiverem trabalhando. Não só autuar as empresas, mas orientá-las também. Fazer uma fiscalização social. É um avanço, uma maneira de acompanhar nossa meta de fazer o ministério eletrônico até o fim do ano, moderno, ágil", acrescentou. O governo estimou que a sonegação do FGTS some de 7% a 8% do total dos valores pagos, que somaram R$ 94 bilhões em 2013. Deste modo, pode oscilar entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões. A expectativa do governo é de que as notificações, e autos de infração lavrados, que somaram R$ 2,3 bilhões no ano passado, possam até mesmo triplicar com o novo sistema. Segundo o ministro Manoel Dias, o sistema lançado hoje é mais um passo para informatizar todos os serviços da pasta - o que deve acontecer, ainda de acordo com o ministro, até o fim deste ano. Ele lembrou que o processo de concessão de visto de trabalho para estrangeiros já pode ser feito pela internet. "Isso reduz o período do pedido e também o número de papéis. Ano passado gastamos 10 milhões de folhas de papel. E arquivo. O Ministério tem dois prédios alugados para arquivar papel. Estamos na iminência de contratar um terceiro prédio. Isso é despesa, burocracia, que atrasa e faz do Estado inoperante, pesado", afirmou o ministro. O Ministério do Trabalho informou que, para informatizar a pasta, ainda será implementada, nos próximos meses, a fiscalização eletrônica do cumprimento de cotas de empregados aprendizes, no dimensionamento dos serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho, e na prevenção de acidentes de trabalho.




Fonte: G1

Dragão indomável: inflação resiste após 1 ano de alta de juros.

Analistas citam clima, descrédito do governo e até a própria inflação.

Por que a inflação não baixa? Essa pergunta vem à tona cada vez que o Banco Central anuncia mais uma alta dos juros básicos da economia, exatamente para combater a inflação. Juros mais altos encarecem os financiamentos, diminuem as compras e os preços, então, baixariam. Isso na teoria. Esses mesmos juros, a Taxa Selic, aumentam sistematicamente há um ano. Partiram de 7,25% em 17 de abril do ano passado, no mais baixo patamar que a taxa já alcançou, para 11% em 3 de abril último e devem continuar na escalada. Mesmo assim, a inflação não dá trégua, mantém-se perto de 6% ao ano, e os preços dos alimentos não param de subir. O tomate voltou a preocupar. O vilão de 2013 ficou 32,85% mais caro em março. O governo se comprometeu a manter a alta dos preços em 4,5%, podendo chegar a 6,5% para absorver choques no abastecimento. Esse compromisso só foi alcançado em quatro anos dos 15 em que o sistema de metas de inflação está instalado no Brasil. Economistas enumeram um conjunto de fatores para explicar essa falta de eficácia da política monetária este ano. Segundo Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, tirando da conta o ano de 2009, o da crise global, quando o país entrou em recessão, o IPCA, índice medido pelo IBGE e a referência para a meta, ficou perto de 6% ao ano desde 2008. Ele culpa o Banco Central de ter dado sinais de que a inflação no teto da meta é aceitável. Outro passo errado foi a queda de juros em 2012 e início de 2013. Diante da melhora internacional, o BC reduziu os juros, os maiores do mundo: — É esse número basal (6%) que toda a sociedade trabalha agora, e qualquer choque joga esse número para cima. O problema é que o governo baixou demais a Selic até o ano passado e não fez o ajuste necessário lá atrás, de trazer a meta para baixo. Chancelou uma meta elevada e sinalizou tranquilidade em manter o IPCA próximo do teto, que é o que temos hoje. Qualquer choque coloca em risco o teto da meta. Seria necessário um choque mais forte, uma Selic que fosse para 14% ou 15% para ajustar essa inflação. Esse remédio — diz Vale — pode fazer o “PIB derreter”, nas próprias palavras do economista. Isso pode significar até recessão e afetar o mercado de trabalho brasileiro, que vem se mantendo firme, mesmo com a expansão do Produto Interno Bruto próxima de 2% nos últimos três anos. O professor da PUC Luiz Roberto Cunha chama a atenção para os extremos climáticos. Secas, nevascas, temporais mais intensos têm sido mais frequentes. Houve seca nos Estados Unidos no ano passado e aqui no Brasil este ano. Esse clima instável afeta diretamente o preço dos alimentos. Em 2010, a alta da alimentação no domicílio fora de 10,69% enquanto o IPCA fechou o ano em 5,91%. Em 2012, de 10,02% contra 5,84%; em 2013, de 7,65% contra 5,84%; e este ano, em apenas três meses: de 3,35% contra 2,18%: — É uma combinação de extremos climáticos com mais gente comendo mais, com a inclusão da chamada classe C. Quem não é a favor de as pessoas comendo mais e melhor ? Os juros atuariam sobre outros preços como os de bens duráveis, vendidos mais a prazo. Só que o avanço tecnológico tem baixado o preço, e os itens são símbolos de ascensão social, diz Cunha. Inflação seria de 7,5% Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, cita a piora fiscal como motivo para a inflação resistir. Artifícios para fechar as contas públicas, como a contabilidade criativa, tiram o crédito da política econômica: — Se governo aprovasse uma lei impedindo que as despesas subissem mais que a expansão do país, as expectativas de inflação poderiam cair. Ele diz que o índice, sem a ação do governo para frear aumentos de ônibus, da gasolina e da luz, estaria em 7,5%. Para Estêvão Kopschitz, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Selic está servindo para manter a taxa em 6%. — Inflação, quanto mais alta, mais difícil de combater. Se ela está em 2%, 3%, pode-se até deixar o reajuste para depois. A indexação aumenta quanto maior é a inflação.





Fonte: O Globo

LUCROS NO EXTERIOR -Senado aprova MP que cria novo sistema contábil.


O Senado aprovou ontem a Medida Provisória 627 que institui um novo sistema contábil para as empresas a partir de 2015, com base nas regras internacionais, e muda a tributação sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior. A MP, que segue para sanção da presidente Dilma Rousseff, ficou muito mais favorável para as empresas que o texto original editado pelo governo em novembro para tentar solucionar uma disputa judicial bilionária. O governo já indicou que vetará a ampliação do parcelamento de débitos tributários, batizado de Refis da Crise. O Ministério da Fazenda havia concordado em reabrir o prazo de adesão nas mesmas condições do ano passado, para débitos vencidos até 31 de dezembro de 2008. No entanto, durante a votação na Câmara, os deputados ampliaram o parcelamento para dívidas vencidas com a Receita até 30 de junho de 2013. Como não havia tempo hábil para mudar o texto no Senado ontem, o governo atuou para aprovar a MP da forma como chegou da Câmara. Para quebrar a resistência de alguns senadores contrários às emendas, os líderes governistas avisaram que a presidente vetará emendas como o artigo que limitava a aplicação de multas para operadoras de planos de saúde.
Ajustes
Para garantir a aprovação da MP 627, o Ministério da Fazenda também se comprometeu com grandes empresários a usar outra medida provisória, a 634, para fazer ainda eventuais ajustes na legislação sobre a apuração do lucro das empresas no exterior. O governo concordou com a reabertura e a ampliação do programa de parcelamento de débitos tributários para multinacionais brasileiras, bancos e seguradoras após a sanção da lei. As empresas poderão incluir no parcelamento os débitos tributários vencidos até 31 de dezembro de 2013. O programa aberto no ano passado com o objetivo de aumentar a arrecadação incluiu as dívidas vencidas até dezembro de 2012. A Receita Federal estima arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão esse ano com o parcelamento, o que ajudará a cobrir os gastos extras com o setor elétrico. O texto aprovado pelo Congresso também ampliou de cinco para oito anos o prazo para pagamento do Imposto de Renda da Pessoas Jurídica (IRPJ) e da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre o resultado das empresas brasileiras no exterior. Ele também aliviou a parcela a ser paga no primeiro ano. As companhias teriam de recolher no primeiro ano após a apuração do lucro os tributos sobre 25% do valor devido. Pela MP aprovada, elas pagarão 12,5% no primeiro ano. Nos demais, a tributação será de acordo com a distribuição do lucro, mas de forma que todo o valor seja quitado até o oitavo ano. As empresas também poderão fazer a chamada consolidação dos resultados. Isso significa que elas poderão cruzar os lucros e prejuízos de todas as unidades no exterior para apurar um único resultado, que será tributado em caso de lucro, com exceção das unidades instaladas em paraísos fiscais. Essa consolidação poderá ser realizada até 2022. O prazo original era 2017.





Fonte: JC

Importação brasileira é segunda que mais cresce no mundo, segundo OMC.

O Brasil fechou o ano passado entre as grandes economias que mais aumentaram as importações de produtos, segundo a OMC (Organização Mundial do Comércio). O país aumentou em 7% as compras de produtos do exterior em relação a 2012, empatando com a China e os Emirados Árabes Unidos. Em média, os demais países aumentaram as importações em 1%, segundo a organização. O crescimento brasileiro só foi inferior ao de Hong Kong (alta de 12%), região administrativa especial chinesa que a OMC contabiliza de modo separado da China –a alfândega do gigante asiático também faz essa distinção. O Brasil subiu, desta forma, um degrau na lista de maiores importadores, para o 21º lugar. O avanço das importações ocorre num momento em que o Brasil aumenta o uso de medidas de proteção. 













No ano passado, o governo bateu recorde de medidas aplicadas contra países acusados de vender produtos no Brasil a preços abaixo dos praticados em seus próprios mercados, as chamadas medidas antidumping. O país é hoje um dos que mais se vale do instrumento, que é permitido entre as regras da OMC. O avanço nas importações não é por si só um problema. Os três países que mais compram bens do exterior (China, EUA e Alemanha) são os mesmos que lideram o comércio mundial em exportações. O problema é que, em 2013, as vendas de produtos brasileiros ficaram estagnadas –a queda foi marginal, de 0,16%. Os demais países aumentam suas exportações em 2% em média, segundo a OMC. Com isso, o Brasil seguiu no fim do ranking dos maiores exportadores. Ficou com o 22º lugar entre os 30 maiores países listados, atrás de emergentes como Rússia, Índia e México. No comércio de serviços, o desempenho brasileiro chamou atenção do órgão, que responsabilizou o país por "boa parte do declínio" no valor dos serviços exportados pela América do Sul e Central. As vendas brasileiras neste segmento caíram 2%, enquanto no resto do mundo houve avanço de 6%. Esse desnível tirou o Brasil da lista dos 30 maiores exportadores de serviços. Em 2012, o Brasil era o 29º.
COMÉRCIO MUNDIAL
A OMC também divulgou sua previsão para o crescimento do comércio global em 2013. A expectativa é que haja aumento de 4,7%, um avanço expressivo ante os 2,1% do ano passado. A taxa, contudo, ainda é menor que a média dos últimos 20 anos. A organização é otimista e acredita que tal patamar será atingido em 2015, quando o comércio global crescerá 5,3%. O brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, lembrou que a organização não pretende acertar o número exato, mas apenas indicar uma tendência. "Se a previsão for precisa, será por acaso, honestamente." Ele afirmou que as estimativas são baseadas na expectativa de que a Ásia seguirá crescendo mais do que as demais regiões. Ele pontuou ainda que uma melhora no desempenho da Europa representaria grande ganho, já que a União Europeia representa um terço do comércio global.




Fonte: Folha SP

Fraca economia global pode encolher classe média em 1 bilhão de pessoas, diz ‘FT’

Jornal analisou dados de 122 países em desenvolvimento do Banco Mundial e identificou grupo vulnerável que ganha entre US$ 2 e US$ 10 por dia, pouco acima da linha da pobreza.

A desaceleração da economia global pode fazer com que quase 1 bilhão de pessoas atualmente na classe média nos países em desenvolvimento passem à zona de pobreza, segundo cálculos divulgados neste domingo pelo jornal britânico “Financial Times”. De acordo com a reportagem, boa parte dos que ascenderam à faixa de renda superior nas economias em desenvolvimento ainda se encontram no segmento que analistas chamam de “classe média frágil”, ainda não consolidada e sujeita à diminuição de investimentos e queda no ritmo de crescimento, fatores que já começaram a ser sentidos no grupo de países que inclui o Brasil. A definição do que é classe média causa divergência entre economistas. Enquanto o Banco de Desenvolvimento da Ásia considera a linha de pobreza de US$ 2 por dia como a entrada para a classe social, economistas ouvidos pelo “FT” afirmam que o limiar de US$ 10 por dia é mais robusto para classificar o grupo. A chamada “classe média frágil” se situa justamente no intervalo entre esses dois limites e, além de serem as mais vulneráveis, são maioria entre a população global. Segundo dados do Banco Mundial, 2,8 bilhões de pessoas ganhavam entre US$ 2 e US$ 10 por dia em 2010 (ano com os dados mais recentes). Mais vulnerável ainda é o grupo de 952 milhões de pessoas situadas em uma faixa ainda mais estreita, com ganhos entre US$ 2 e US$ 3 por dia — a um triz de voltar a ficar abaixo da linha da pobreza. Segundo o “FT”, esse segundo grupo foi o que cresceu mais rapidamente desde 1970, ano em que começa a série histórica do Banco Mundial, que acompanha 122 países em desenvolvimento. A principal preocupação dos economistas é que o ritmo mais fraco diminua os investimentos, afetando o mercado de trabalho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os efeitos da desaceleração já começaram a aparecer, com o número de trabalhadores em extrema pobreza caindo apenas 2,7% em 2013, uma das taxas de diminuição mais baixas registradas na última década. Na semana passada, o FMI alertou que o mundo corre o risco de crescer abaixo da média nos próximos anos. Além disso, o Banco Mundial prevê que emergentes cresçam até 2,5 pontos percentuais a menos que a média registrada antes da crise global de 2008. O jornal destaca que os dados apontam para uma forte correlação entre redução da pobreza e crescimento. Em entrevista à publicação, o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, afirmou que muitos dos que emergiram da faixa de pobreza podem voltar a ficar abaixo da linha. Basu cita países como a China, que já espera crescer a uma taxa menor que a observada nos últimos anos — o que pode ter repercussão em outras economias emergentes, já que o gigante asiático é um dos principais parceiros comerciais da maioria dos países do grupo. Segundo Basu, mesmo que esse risco não se confirme, a atual taxa de crescimento não seria suficiente para fazer com que a taxa de redução da pobreza retorne ao patamar observado nas últimas décadas. — Governos precisam fazer mais, muito mais, em termo de reformas estruturais, em países em desenvolvimento — disse o economista. Caso essas medidas não sejam tomadas, o risco é de perder décadas de progresso na luta contra a pobreza e na criação de uma classe média vista como tão importante para o futuro da economia global, completou o especialista.



Fonte: O Globo

POLÍTICA MONETÁRIA - Juro pode parar de subir.

Embora os índices de inflação prossigam resistentes a uma queda consistente, ata da reunião do Copom da semana passada, que elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11% ao ano, aponta para o encerramento do ciclo de aperto monetário.

Em um discurso mais ameno, o Banco Central deu indicações de a alta do juro básico da economia (Selic) pode estar perto do fim. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC retirou a palavra "continuidade" ao falar de ser apropriado ajuste nas condições monetárias. Na semana passada, o Copom elevou a Selic para 11% ao ano, em um movimento iniciado em abril de 2013, na tentativa de conter a inflação. Embora os índices de inflação continuem resistentes a uma queda consistente, na ata o BC preferiu apontar para o encerramento do ciclo de aperto monetário, retirando também a palavra "especialmente" ao falar da vigilância da política monetária. O corte das duas palavras dirigiu a leitura do mercado de que o documento prepara terreno para o Copom deixar de aumentar a Selic. Esta visão teve ainda o reforço do comentário do BC, segundo o qual os efeitos de política monetária são cumulativos e se manifestam com defasagem. A instituição chamou a atenção para o choque de preços dos alimentos in natura e, assim como o presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia dito, garante que esse choque é temporário e tende a se reverter nos próximos meses. "A intenção (do BC) é nitidamente dizer que não há mais nada em curso (sobre a política monetária)", afirmou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, para quem a Selic será mantida no atual patamar de 11% em maio, na próxima reunião do Copom. O BC ressaltou na ata que a inflação ainda é resistente, tem se mostrado "ligeiramente" acima do esperado e que, nesse quadro, insere-se a expectativa de inflação dos agentes econômicos. "Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do Comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido. Dessa forma, o Copom entende ser apropriado ajustar as condições monetárias". No documento anterior, o BC defendia que era "apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso". Na semana passada, ao completar um ano do início do aperto monetário para combater a inflação, o BC elevou pela nona vez seguida. A autoridade monetária informou naquele momento, e repetiu na ata agora, que vai "monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". "(A ata) corrobora a visão de que eles estão preparando o final do ciclo de ajuste. A grande pergunta aqui é se ela continua sendo atual e relevante depois da inflação (medida pelo IPCA em março). Na minha opinião, continua sim", afirmou o economista do BBVA, Enestor dos Santos. Ele também acredita que a Selic será mantida em 11% no mês que vem. Em março, o IPCA subiu 0,92%, maior alta para o mês em 11 anos e acima do esperado. O BC vê o IPCA neste ano em 6,1%, chegando mais próximo do teto da meta oficial, que é de 4,5% com tolerância de dois pontos para mais ou menos. No final da quarta-feira, o presidente do BC já tinha dado sinais de que mais altas nos juros não devem ocorrem. Em entrevista ao Jornal Nacional, Tombini disse que há mais equilíbrio entre oferta e demanda. O Copom também piorou sua perspectiva para a inflação neste e no próximo ano, ainda permanecendo acima da meta, pelo cenário de referência, que leva em conta o dólar a R$ 2,30 e Selic a 10,75% ao ano. Sobre os preços administrados, a projeção é de alta de 5% tanto em 2014 quanto em 2015, como já havia calculado em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado no fim do mês passado. Ainda de acordo com a ata, a perspectiva é de reajuste de 9,5% na tarifa de eletricidade neste ano, mas o Copom retirou desta vez as indicações sobre os preços da gasolina em 2014 que, até então, eram de estabilidade. "Os choques identificados, e seus impactos, foram reavaliados de acordo com o novo conjunto de informações disponível", segundo o documento. O BC citou os preços de alimentos, mas de forma temporária, e o câmbio como fontes de pressão inflacionária. Segundo a ata, a "depreciação cambial, em que pese a acomodação recentemente observada, constitui fonte de pressão inflacionária em prazos mais curtos". Só neste ano, até a véspera, o dólar recuou quase 7% sobre o real, praticamente anulando metade do avanço que a moeda norte-americana em 2013 todo, de 15%. "O BC mudou para usar o câmbio como ferramenta para combater a inflação. A taxa de câmbio é, sem dúvida, mais eficaz do que os juros para evitar que a inflação ultrapasse o teto da meta antes da eleição de outubro", afirmou o estrategista do Citi, Kenneth Lam, em relatório. (Com agências)




Fonte: JC


Inflação no Rio tem a maior alta entre 13 regiões pesquisadas pelo IBGE.
















Os cariocas estão sofrendo mais a pressão da inflação do que o resto do país. A alta do custo de vida da região metropolitana acumulada em 12 meses até março já chega a 7,87%, informou nesta quarta-feira o IBGE, a maior variação entre as regiões pesquisadas pelo instituto para apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação do país utilizado governo para orientar o sistema de metas de inflação. No país, em 12 meses, o IPCA avança 6,15%. A segunda maior inflação acumulada no período foi registrada na região metropolitana de São Paulo e fica bem abaixo da taxa do Rio: 6,41%. Segundo Eulina Nunes dos Santos, gerente da pesquisa, as maiores pressões vieram do reajuste de tarifas de ônibus urbano — o Rio foi o único a reajustar tarifas — ao item empregada doméstica, que subiu 16,66%, além dos preços dos alimentos. O grupo Alimentos sobe 8,84% em 12 meses, Transporte avança 6,55% e Despesas pessoais, 12,30%. — Só empregada doméstica subiu 16,66% e foi a maior alta do grupo Despesas pessoais — afirmou Eulina. Em Brasília, o IPCA acumula em 12 meses alta de 6,06%, em Curitiba, 6,36%, Porto Alegre, 6,04%, Goiânia, 5,69%, Belo Horizonte, 5,72%, Salvador, 4,89%, Fortaleza, 5,32%, Belém, 4,28% e Recife, 6,21%. A seca está pressionando os preços dos alimentos em todo o país. O IPCA subiu 0,92% em março, após a alta de 0,69% em fevereiro, segundo o IBGE. É o maior patamar desde dezembro e o mais alto para meses de março desde 2003. Em março do ano passado, o índice apresentou variação de 0,47%. No acumulado do ano, houve aumento de 2,18%. No país, o grupo de Alimentação e bebidas subiu 1,92%, após ter tido alta de 0,56% em fevereiro. Sozinho, o grupo foi responsável por 51% de todo o IPCA do mês. Em segundo lugar veio o grupo Transporte, com alta de 1,38%, com impacto de 0,26 ponto percentual. O índice abrange as famílias em áreas urbanas cujos rendimentos estão entre um a 40 salários-mínimos. A coleta ocorre nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília e municípios de Goiânia e Campo Grande. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,82% em março. Em fevereiro, a variação havia sido de 0,64%. Em março de 2013, o indicador avançara 0,60%. No primeiro trimestre, o indicador registrou aumento de 2,10% e, em 12 meses, subiu 5,62%. O INPC mede a inflação nas famílias com rendimentos mensais de 1 um e cinco salários-mínimos de quem vive nas mesmas regiões pesquisadas no IPCA.




Fonte: O Globo

Brasil cresce menos, diz FMI.


Alta do PIB projetada para este ano é, agora, de apenas 1,8%, menos que a metade dos 4% previstos em abril do ano passado. Em janeiro, ou seja, há apenas três meses, estimativa era de 2,3%. Entre os emergentes, aumento pífio só não é menor que o da Rússia.


Enquanto o mundo retoma a curva do crescimento, o Brasil vai na direção contrária. Em relatório divulgado ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País pela quarta vez consecutiva. A alta projetada para este ano é, agora, de apenas 1,8%, menos que a metade dos 4% previstos em abril do ano passado. Em janeiro, ou seja, há apenas três meses, a taxa prevista ainda era de 2,3%. Para 2015, a previsão caiu para 2,7%, ante 2,9% em janeiro. O documento "Panorama Econômico Global", elaborado pelo fundo, mostra que o Brasil avança em ritmo bem mais lento do que a média mundial. Entre os países emergentes, o aumento pífio projetado para a economia brasileira só não é menor que o da Rússia — que está à beira de uma guerra, enfrenta fuga de capitais e sofre sanções econômicas da União Europeia e dos Estados Unidos por ter anexado a província ucraniana da Crimeia. Na América Latina, o País só está mais bem colocado que a Argentina e a Venezuela, dois países às portas de uma convulsão social. Pelas contas do FMI, a economia russa vai crescer 1,3% este ano, a Argentina não passará de uma alta de 0,5% e a Venezuela deve mergulhar numa recessão de 0,5%. "O Brasil não vive a crise econômica e política atravessada por Moscou. Isso mostra que é preciso se preocupar com a situação econômica brasileira. Esse ajuste da projeção do FMI reflete o aumento da desconfiança na economia do país pelos investidores e confirma que o problema maior é a falta de capacidade de gestão interna", analisou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Na avaliação do economista, o Fundo ratifica o que o mercado pensa em relação ao País. "O estudo do FMI reflete a gangorra do humor na bolsa por conta das aprovações ou desaprovações da presidente Dilma (Rousseff )", disse ele. "O corte da taxa de alta do PIB brasileiro simplesmente confirma o recente rebaixamento da classificação do país feito pela agência Standard & Poor’s", emendou. "Na verdade, a gente está colhendo o que plantou com a política errada de tentar estimular apenas a demanda doméstica", resumiu o economista Chefe do BES Investment Bank, Jankiel Santos. "É preciso que o governo tome uma atitude mais consistente para recuperar a confiança. O lado fiscal continua uma desgraça, a inflação está cada vez mais perto de 6% e o governo sinaliza que pode encerrar o ciclo de aperto monetário, o que está errado", acrescentou. Ao contrário do mercado, que prevê aumento mais acentuado no custo de vida este ano, o Fundo reduziu a perspectiva de inflação do Brasil de 6,3% para 5,9%, na comparação com o relatório de outubro de 2013. Para 2015, a expectativa é que esse índice seja ainda menor: 5,5%. "Essa redução ocorre porque a metodologia do FMI não contabiliza a expectativa de aumento dos preços que estão represados, como os de tarifas públicas e de combustíveis. A fórmula deles é mais simples e considera que, se há um corte no crescimento, haverá demanda menor, e isso ajudará a reduzir os preços", explicou Jankiel. Para ele, é cada vez maior a chance de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continuar próximo do teto da meta oficial, de 6,5%, ou mesmo superar essa marca. O relatório do FMI avalia ainda que o déficit nas contas externas do Brasil deve atingir 3,6% do PIB, neste ano e aumentar para 3,7% em 2015 – níveis superiores à média prevista para os países sul-americanos, de 2,8% e 2,9%, respectivamente. O desemprego, que ficou em 5,4% no ano passado, voltará a crescer, passando para 5,6%, em 2014, e para 5,8% no próximo ano.
Crescimento mundial
A recuperação global vai se fortalecer este ano conforme a produção em países mais ricos acelera, mas o FMI alertou para riscos em economias emergentes. No relatório divulgado ontem, o organismo informou que políticas melhores são necessárias para elevar a capacidade produtiva mundial e evitar período prolongado de crescimento lento. Para o FMI, a produção global deve crescer 3,6% este ano, levemente abaixo do que o previsto em janeiro, e avançar 3,9% no ano que vem. No entanto, o número esconde divergência cada vez maior entre os países. Enquanto menos austeridade fiscal deve ajudar a liberar o crescimento nos Estados Unidos e na Europa, os mercados emergentes devem crescer mais lentamente do que se acreditava apenas alguns meses atrás devido a condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo. Riscos geopolíticos também entraram no cenários devido ao conflito entre Rússia e países ocidentais sobre a Ucrânia. "O fortalecimento da recuperação da Grande Recessão nas economias avançadas é um acontecimento bem-vindo", informou o FMI. "Mas o crescimento não é igualmente robusto no globo, e mais esforços são necessários para restaurar completamente a confiança, assegurar o crescimento robusto e reduzir os riscos". Apesar da fraqueza relacionada ao clima no começo do ano, o FMI informou que os EUA devem aproveitar crescimento acima da tendência de 2,8% este ano graças ao corte orçamentário menos severo, ao mercado imobiliário em recuperação e à política monetária expansionista. O Fundo argumentou que não espera que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), eleve as taxas de juros até o terceiro trimestre do ano que vem. A atividade econômica na zona do euro deve se recuperar levemente conforme os países desacelerem o ritmo da austeridade fiscal, mesmo que a zona do euro continue sofrendo de fragmentação financeira e fraca oferta e demanda de crédito. O FMI repetiu alertas sobre o nível muito baixo de inflação na zona do euro e via risco de cerca de 20% de deflação prejudicar o crescimento na região. "Baixa inflação sustentada provavelmente não contribuiria para recuperação adequada do crescimento econômico", afirmou o Fundo, instando novamente o Banco Central Europeu (BCE) a afrouxar sua política monetária.
Emergentes
O organismo cortou as projeções para alguns dos maiores países de renda média, incluindo, além do Brasil, a Rússia, a Turquia e a África do Sul. Ele previu que os mercados emergentes no geral vão crescer 4,9% neste ano, 0,2 ponto percentual abaixo da estimativa feita em janeiro. "Nas economias de mercados emergentes, as vulnerabilidades aparecem em sua maior parte de maneira localizada", informou o FMI. "Mesmo assim, desaceleração geral ainda maior nestas economias permanece um risco". O potencial de crescimento já é baixo em economias avançadas e provavelmente caiu em mercados emergentes conforme a China muda a base de sua economia de investimentos para o consumo, segundo o FMI. "A política fiscal precisa ter um papel crítico se o crescimento permanece em níveis abaixo do adequado", informou. "Nesse caso, medidas mais ambiciosas visando elevar o potencial de crescimento devem ser contempladas." (Com agências)




Fonte: JC