Analistas do mercado reduzem estimativa de inflação e de alta do PIB em 2018

Expectativa de inflação do mercado passou de 3,49% para 3,45% neste ano, e previsão de alta do PIB recuou de 2,70% para 2,51% em 2018.


Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano e para o próximo, e também baixaram fortemente sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

As expectativas estão no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa da semana passada feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (14).

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 recuou de 3,49% para 3,45% na semana passada.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro baixou sua expectativa de inflação inalterada de 4,03% para 4%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.



PIB e taxa de juros

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,70% para 2,51%. Foi a segunda queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, nesta semana - quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom). O encontro acontece nesta terça e quarta-feiras (15 e 16 de maio). Atualmente, a taxa está em 6,50% ao ano.

A previsão do mercado é de que, depois dessa queda, a taxa permaneça estável em 6,25% ao ano até o fim de 2018. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.


Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,37 para R$ 3,40 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,40 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,6 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu em US$ 46 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.




Fonte: G1

Após queda em fevereiro, vendas do varejo crescem 0,3% em março, aponta IBGE

Na comparação anual, faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014.

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,3% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, após um recuo de 0,2% em fevereiro. Já frente ao desempenho de março de 2017, o faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014 (6,7%), segundo divulgou nesta sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado no 1º trimestre, as vendas cresceram 3,8%, a quarta alta consecutiva, porém em um ritmo mais lento do que nos últimos três trimestres. Em 12 meses, a alta é de 3,7%.

"A recuperação está em curso, mas perdeu ritmo em relação a 2017", avaliou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes. Ela destacou que, ao se comparar o acumulado no ano, a perda de ritmo nas vendas ocorreu "com todas as atividades, menos com hiper e supermercados por conta do volume de vendas da Páscoa.

Segundo o IBGE, o patamar atual de vendas do comércio ainda está 8% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

O resultado veio próximo do que era esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 5,50% sobre um ano antes.

Segundo o IBGE, o principal motivo para a perda de ritmo nas vendas do varejo, esclareceu Isabella, se deve ao movimento do mercado de trabalho, devido ao aumento do desemprego e redução da renda. "O que o mercado de trabalho mostrou é que havia sim uma sazonalidade para o primeiro trimestre, mas para além da sazonalidade houve uma redução de vagas maior do que a esperada", destacou a gerente.Na comparação com fevereiro, as vendas cresceram em março em 5 das 8 atividades pesquisadas, com avanço em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Espírito Santo (5,1%); Distrito Federal (4,4%) e Acre (4,1%).


Veja o resultado das vendas do varejo por segmento em março:

supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%)
tecidos, vestuário e calçados (0,7%)
artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%)
combustíveis e lubrificantes (1,4%)
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5%)
Livros, jornais, revistas e papelarias (-1,2%)
Móveis e eletrodomésticos (0,1%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,1%)


Vendas de combustíveis em queda
Na comparação com março de 2017, as vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 4,8%, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a nona taxa negativa consecutiva nessa comparação. Segundo o IBGE, a elevação dos preços de combustíveis acima da inflação oficial do país, "é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor".

Já as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 3,3% na comparação anual, exercendo a segunda maior influência negativa no faturamento global do varejo frente a março do ano passado. O resultado negativo interrompeu sequência de dez taxas positivas. Nos últimos doze meses, entretanto, a alta é de 9,1%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016.



Fonte: G1

Inflação oficial acelera e fica em 0,22% em abril, diz IBGE

Remédios e planos de saúde pressionaram taxa no mês. No acumulado em 12 meses, IPCA sobe para 2,76%, ainda bem abaixo do piso da meta do Banco Central.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,22% em abril, registrando uma aceleração em relação aos 0,09% de março, segundo divulgou nesta quinta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado no ano está em 0,92%, o menor nível para os 4 primeiros meses do ano desde a implantação do Plano Real, e 1994.

Em 12 meses, a inflação acumulada subiu para 2,76%, depois de registrar 2,68% nos 12 meses imediatamente anteriores. Mesmo assim, segue bem abaixo do piso da meta do Banco Central, que é de 3%, mantendo aberto o espaço para o Banco Central seguir com os planos de cortar mais uma vez os juros básicos, atualmente em 6,5% ao ano.

“Já são dez meses em que a taxa tem estado abaixo de 3%”, destacou o gerente de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves. “Metade do índice ficou com saúde e cuidados pessoais. O maior impacto foi dos medicamentos”, resumiu.

IPCA em abril:
Taxa no mês: 0,22%
Acumulado no ano: 0,92%,
Acumulado em 12 meses: 2,76%









Projeções e meta do Banco Central


O resultado de abril ficou abaixo do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,28%, acumulando em 12 meses alta de 2,82%.A expectativa do mercado para a inflação em 2018 ficou estável em 3,49% na semana passada, segundo última pesquisa focus do Banco Central. O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

Com a inflação persistentemente fraca, a expectativa o mercado é de novo corte de 0,25 ponto percentual no encontro da próxima semana.

A recente pressão cambial, com o dólar chegando ao patamar R$ 3,60, chegou a reduzir no mercado de juros futuros as apostas em nova flexibilização, mas nesta semana o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que a recente escalada do dólar é normal em relação ao que vem ocorrendo no mundo e que "o importante é saber o que se tem que olhar num regime de metas da inflação".

A moeda norte-americana mais cara tem potencial para pressionar a inflação, entretanto analistas consideram que a disparada vista nos últimos meses deve ter pouco impacto sobre a inflação deste ano, dada as dificuldades da economia para engatar ritmo forte.
















Saúde lidera alta de preços

O grupo "Saúde e cuidados pessoais" teve a maior variação no mês l (0,91%), respondendo por metade do IPCA de abril, com destaque para remédios (1,52%) e plano de saúde (1,06%). "Os medicamentos refletem o reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo de medicamento", destacou o IBGE.

Os preços do grupo "Habitação", tiveram alta de 0,17%, puxada pela energia elétrica (0,99%) devido aos reajustes nas tarifas em cinco das 13 regiões pesquisadas.

Já o preço do gás de botijão, que vinha pressionando a inflação nos últimos meses, recuou 0,02%. No dia 5 de abril, a Petrobras anunciou redução de 4,45% no preço dos botijões de gás de 13kg nas refinarias.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Comunicação apresentou deflação em abril, com variação de -0,07%. Os preços de transportes tiveram variação zero. Já os demais grupos vieram com alta, variando de 0,08% a 0,91%.



Preços dos alimentos

Os alimentos registraram alta de 0,09% em abril. De acordo com o IBGE, enquanto consumo no domicílio passaram a subir 0,27% após queda de 0,18% em março, a alimentação fora de casa registrou queda de 0,22% depois de alta 0,52% no mês imediatamente anterior. Tal movimento, segundo o IBGE foi impulsionado pela refeição fora, que registrou deflação de 0,55% em abril.

“Repetindo uma boa safra como no ano passado, a gente vai ter a alimentação segurando bastante o índice, já que os alimentos têm um grande peso na inflação”, disse Gonçalves. Segundo o pesquisador, o índice de 0,09% para o grupo de alimentos foi o menor para um mês de abril desde 2007, quando ficou em 0,03%.

Questionado sobre o motivo pelo qual a população reclama da alta de preços, mesmo diante de uma inflação baixa, Gonçalves esclareceu que essa percepção está relacionada aos hábitos de cada consumidor.“Cada família sente de uma forma [o efeito da inflação], porque tem uma cesta de consumo diferente”. Ele explicou que o IBGE avalia os preços de aproximadamente 370 itens e que é a média dos preços destes itens que formam o índice.

Itens que mais subiram em abril:
Cebola: 19,55%
Mamão: 16,92%
Morango: 14,73%
Peixe Pacu: 14,58%
Couve-flor: 9,74%

Itens que mais caíram em abril:
Banana-maça: -9,36%
Peixe cavala: -8,38%
Limão: -7,99%
Peixe anchova: -5,93%
Peixe serra: -5,82%


Conta de luz deve pressionar inflação em maio

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de março a 27 de abril de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 02 de março a 29 de março de 2018 (base).

Para a composição do IPCA de maio, o pesquisador adiantou que haverá pressão do aumento nas contas de luz, já que está em vigor a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1 a cada kWh consumido.

“Além disso, teremos ainda a inclusão [no levantamento mensal feito pelo IBGE] de três novas áreas que são Rio Branco, no Acre, São Luís, no Maranhão, e Aracajú, em Sergipe”, destacou Gonçalves. Ele esclareceu que o ingresso destas três áreas na pesquisa irá redistribuir o peso das regiões Norte e Nordeste na composição do índice nacional.



INPC foi de 0,21% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustes salariais, apresentou variação de 0,21%, após ter registrado taxa de 0,07% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,69%, também o menor nível para um mês de abril desde a implantação do Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice foi de 1,69%, ficando acima do 1,56% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores.
Fonte: G1


Perito vira réu por laudo falso do acidente com filho de Alckmin

Promotoria afirma que informações falsas levaram ao indiciamento indevido de três pessoas





O perito Hélio Rodrigues Ramacciotti, do Instituto de Criminalística de São Paulo, foi denunciado pelo Ministério Público por falsa perícia, por supostamente ter inserido informações falsas nos laudos feitos para a investigação sobre a queda do helicóptero que matou Thomaz Alckmin, filho do ex-Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e outras quatro pessoas, em 2015. O juiz Renato de Andrade Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Carapicuíba, aceitou a denúncia em 24 de abril.

Segundo o Ministério Público, os erros nos laudos quase mudaram os rumos do inquérito policial e levou ao indiciamento indevido de três pessoas. Com a descoberta das informações falsas inseridas nos documentos, os três foram “desindiciados” por ordem do juiz.

Na denúncia, obtida pelo R7, a promotora Camila Moura e Silva aponta quatro itens do laudo nos quais Ramacciotti teria inserido informações falsas. O perito teria indicado que o painel das chaves da aeronave não estava danificado, mas fotografias da perícia anexadas ao laudo mostravam exatamente o contrário.

A promotora descobriu que Ramacciotti para elaborar o laudo analisou uma aeronave do Exército que disse ser similar à acidentada para falar sobre as possíveis causas do acidente. Contudo, o helicóptero usado na comparação era a versão militar de outro modelo do mesmo fabricante. Nem o número de pás do rotor principal era o mesmo – o helicóptero que caiu tinha 5 pás enquanto o analisado pelo perito tinha 4. Neste tipo de aeronave, a pá tem a função da asa.

O perito do IC também foi acusado de copiar o resultado dos exames realizados pela Aeronáutica nos ensaios de amostras dos combustíveis e fluídos hidráulicos. Segundo o Ministério Público, Ramacciotti copiou o laudo inteiro da Aeronáutica e apresentou o resultado como se ele tivesse realizado os exames no material.

A Justiça negou o afastamento do perito pedido pelo Ministério Público. A Corregedoria da Polícia Civil foi notificada pelo MP para dizer como está o andamento do processo administrativo disciplinar aberto contra Ramacciotti.


Outro Lado

Entramos em contato por telefone com o perito Hélio Rodrigues Ramacciotti, porém ele não respondeu nenhum questionamento sobre o processo.




Fonte: R7

Subida do dólar é normal; é preciso olhar expecta- tiva de inflação para decisão sobre juros, diz Ilan à GloboNews

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou na noite de terça-feira que a subida do dólar frente ao real é normal em relação ao que vem ocorrendo no mundo, também destacando que o país está preparado para lidar com a tensão vista nos mercados após os Estados Unidos terem anunciado a saída do acordo nuclear com o Irã.

Questionado em entrevista à GloboNews se o cenário básico do Comitê de Política Monetária (Copom) havia mudado para a reunião que ocorrerá na semana que vem, Ilan respondeu que "o importante é saber o que se tem que olhar num regime de metas da inflação".

"É expectativa de inflação, é atividade e olhar pra frente", acrescentou em seguida.

Segundo pesquisa seminal Focus mais recente feita pelo BC junto a uma centena de economistas, as perspectivas são de alta de 3,49 por cento do IPCA para este ano e em 4,03 por cento em 2019, nos dois casos abaixo das metas de 4,5 por cento e 4,25 por cento, respectivamente, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. O levantamento, contudo, ainda não tinha incorporado os efeitos dos acontecimentos mais recentes da cena externa.

Sobre o impacto do avanço do dólar sobre o real e do petróleo na inflação doméstica, Ilan ponderou que a influência desses fatores dependia de atividade e expectativas de inflação ancoradas", afirmou.

Já em relação ao comportamento recente do câmbio, Ilan avaliou que o que está acontecendo globalmente é um fortalecimento da moeda norte-americana e a normalização das condições monetárias nos Estados Unidos.

"O dólar fica forte, todas as moedas então ficam mais fracas. Não é uma questão de Brasil, não é uma questão de Colômbia, do México, ou só de Argentina. É uma questão do dólar ficar forte", disse.

"Então nesse caso o que nós temos que fazer é garantir o bom funcionamento dos mercados. Que a mudança de preços ocorra de uma forma normal. E para isso nós vamos estar sempre olhando, monitorando, intervindo quando for necessário. Não deixar nenhum exagero, nenhum excesso, tudo funcionando conforme deveria ser no regime de câmbio flutuante."

O dólar fechou em alta nesta terça-feira, próximo ao patamar de 3,57 reais, num dia marcado por tensão nos mercados externos após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que retomará sanções econômicas contra o Irã e retirará seu país do acordo internacional concebido para impedir Teerã de obter uma bomba nuclear.

As sanções econômicas ao Irã podem afetar a produção e exportação de petróleo do país, afetando os preços da commodity. Preços mais caros de petróleo, por sua vez, impactam a inflação e podem levar o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, a ser mais austero e elevar mais do que o esperado os juros, o que poderia atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em mercados considerados de maior risco, como o brasileiro.

"A mensagem é que essas questões aí são questões que ocorrem no mundo, mas que não são problema do Brasil. O Brasil recebe isso como qualquer outro país do mundo. A subida do dólar é uma subida normal, é subida normal em relação ao resto do mundo e não questão do Brasil", repetiu o presidente do BC, que também destacou que o país "está preparado" e que tem seus " amortecedores".

As incertezas em relação à cena externa, inclusive, levaram a uma mudança nas apostas de investidores para a Selic, que agora estão praticamente divididas em relação a uma redução nos juros básicos ou manutenção da taxa no atual patamar, de 6,50 por cento ao ano.

Antes, a crença majoritária era de novo e derradeiro corte na Selic, após o BC indicar em sua última reunião do Copom, em março, que faria mais uma redução neste mês antes de encerrar o ciclo de afrouxamento monetário, em meio ao cenário de inflação e atividade baixa.

Naquele momento, no entanto, o BC ponderou que a reversão do cenário externo favorável para economias emergentes era um risco para provocar eventual pressão inflacionária.





Fonte: Investing

Indicador antecedente recua em abril e aponta desaceleração da recuperação do mercado de trabalho, mostra FGV

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou queda pelo segundo mês seguido em abril e mostrou que o país iniciou o segundo trimestre com desaceleração no ritmo de recuperação do mercado de trabalho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, teve recuo de 4,1 pontos e atingiu 103,6 pontos em abril.

"A queda do IAEmp decorre de uma diminuição do otimismo quanto ao futuro. Ao longo dos últimos meses, diversos indicadores econômicos apresentaram resultados aquém dos esperados, reduzindo o otimismo quanto ao ritmo da recuperação de nossa economia", explicou o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

A principal influência para a leitura do IAEmp em abril partiu do indicador que mede a expectativa com relação à facilidade de se conseguir emprego nos seis meses seguintes, da Sondagem do Consumidor.

O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, recuou 2,0 pontos em abril e foi a 94,2 pontos, o nível mais baixo desde outubro de 2015.

O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2018 com taxa de desemprego de 13,1 por cento, a mais alta desde maio do ano passado, diante do aumento da dispensa de trabalhadores, segundo dados do IBGE.




Fonte: Investing

IGP-DI acelera alta a 0,93% em abril com pressão maior no atacado e varejo, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,93 por cento em abril depois de subir 0,56 por cento em março, com pressão maior dos preços tanto no atacado quando ao consumidor.

O resultado divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas de avanço de 0,62 por cento.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, acelerou a alta a 1,26 por cento no mês, de 0,77 por cento em março.

O IPA mostrou que os preços de bens intermediários subiram 2 por cento, ante alta de 0,85 por cento em março, com aceleração em combustíveis e lubrificantes para produção. As matérias-primas brutas também avançaram 1,68 por cento, ante 0,68 por cento.

Os bens finais, por outro lado, desaceleraram a alta a 0,21 por cento em abril de 0,76 por cento em março, impactados pela queda de 2,16 por cento em alimentos in natura.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) subiu 0,34 por cento em abril, sobre 0,17 por cento no mês anterior. O IPC-DI corresponde a 30 por cento do IGP-DI.

O movimento foi reflexo principalmente da aceleração em Saúde e Cuidados Pessoais, cujos preços subiram 1,12 por cento em abril ante 0,42 por cento no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou em abril 0,29 por cento, ante taxa de 0,24 por cento de março.

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.





Fonte: Investing

Arrecadação das entidades de trabalhadores com imposto sindical diminui 80% em 2018.


Dados preliminares da arrecadação com o imposto sindical indicam que as entidades representativas dos trabalhadores perderam, em média, quase 80% de suas receitas em comparação com o ano passado, mostra relatório do Ministério do Trabalho e Emprego obtido com exclusividade pelo Valor. O quadro tem preocupado sindicalistas. 

Queda parecida já tinha sido observada com o imposto patronal, recolhido em janeiro das empresas e em fevereiro dos autônomos e profissionais liberais, e agora chegou aos cofres dos sindicatos, federações, confederações e centrais que representam os trabalhadores. A reforma trabalhista, em vigor desde 11 de novembro, tornou as contribuições facultativas. 

Como consequência, as entidades têm cortado funcionários, devolvido imóveis alugados, diminuído as mobilizações e passado a cobrar por serviços antes gratuitos a todos os trabalhadores, como a homologação da rescisão contratual - que, pela reforma, não é mais obrigatória que seja feita com auxílio dos sindicatos e assistência jurídica. 

O número ainda é preliminar, porque o recolhimento da contribuição sindical laboral ocorre em março (equivalente a um dia de salário por ano), mas as empresas têm até o fim de abril para repassarem os valores. No ano passado, quando o imposto era obrigatório, as entidades que representam os trabalhadores tinham recebido R$ 170 milhões até março. Agora, ficaram com R$ 34,6 milhões, queda de 79,6%. 

O relatório foi repassado pela Subsecretaria de Orçamento e Administração do Ministério do Trabalho para integrantes do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e ainda não engloba os repasses de abril, mas confirmou-se a tendência de queda já verificada nas entidades patronais. 

Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo e primeiro-secretário da Força Sindical, Sergio Leite ressalta que o número é preliminar, mas que as centrais esperam chegar a 20% da arrecadação do ano passado, na linha das entidades que representam as empresas. "Se fosse fazer a avaliação de ontem, estaria lascado, entrou [até março] 4,6% do que recebemos de imposto em 2017." 

As centrais sindicais, como a Força, ficaram, em média, com 20,7% da receita de igual período do ano anterior, de R$ 13 milhões. Em 2018, as seis centrais com direito a receberem parcela do imposto receberam R$ 2,7 milhões até março. A Força foi uma das que teve menor perda ficou com 31% do recebido na comparação entre os dois anos. 

A entidade com maior perda foi a CUT, que recolheu em março deste ano R$ 578,2 mil, ante R$ 4,4 milhões no mesmo mês do ano passado - redução de quase 87%, ou 13,2% do montante obtido em 2017. Procurada pelo Valor, a CUT não tinha ontem nenhum porta-voz disponível para comentar o assunto, mas, segundo a assessoria da entidade, os dados até março são ainda muito preliminares e representam, normalmente, cerca de 20% do total arrecadado no ano. 

Para Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o fim da obrigatoriedade do imposto sindical precisa ser contestado. O montante recebido pela CTB diminuiu 63,4% entre março de 2017 e março de 2018, para R$ 277 mil. A entidade lançou recentemente uma campanha de sindicalização para tentar elevar as contribuições voluntárias. 

"Estamos no chão de fábrica para conscientizar que a sobrevivência depende de apoio dos trabalhadores", diz Araújo. Com a folha de pagamento reduzida, a central já não pode mais fazer ajustes nessa frente, afirma. "Estamos nos adaptando a essa nova realidade, mas os sindicatos precisam sim da contribuição para sobreviver." 

Para a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) - cujas receitas encolheram 80,5% até março, para R$ 557 mil - o impacto da perda é "muito forte", diz Antonio Neto, presidente da entidade. Até março, afirma, o valor recolhido é, em grande parte, oriundo de contribuições de sindicatos de profissionais liberais. "Isso já nos deu um susto muito grande”. A expectativa é que arrecadação após o terceiro mês do ano, com maior participação de categorias celetistas, mostre alguma melhora, avalia. 

Embora o número de março indique um cenário, o valor ainda pode aumentar ou despencar com os repasses de abril. Em 2017, o imposto sindical para as entidades de trabalhadores somou R$ 806,7 milhões ao longo do ano - até março, cerca 20% desse total havia entrado nos cofres dessas organizações.







IPC-Fipe recua 0,03% em abril com queda de Habitação e Despesas Pessoais

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou variação negativa de 0,03 por cento em abril depois de terminar março estável, com a queda nos preços de Habitação e Despesas Pessoais compensando o avanço em Saúde.
Os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os preços de Habitação recuaram no mês 0,13 por cento, exercendo um peso de -0,0419 ponto percentual, depois de terem subido no mês anterior 0,11 por cento.
Já o grupo Despesas Pessoais registrou deflação de 0,27 por cento, com uma influência de -0,0365 ponto, contra queda de 0,79 por cento em março.
Na outra ponta, os preços de Saúde tiveram em abril alta de 0,91 por cento, acelerando a pressão depois de avanço de 0,46 por cento no mês anterior.
O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.




Fonte: Investing

Petrobras anuncia preço de resgate antecipado de US$1,4 bi em títulos com vencimento em 2020

A Petrobras (SA:PETR4) anunciou nesta quarta-feira o preço do resgate antecipado de títulos com vencimentos em 2020 em valor total de aproximadamente 1,4 bilhão de dólares (excluindo juros capitalizados), em linha com a estratégia da companhia de reduzir a sua alavancagem.

O resgate dos títulos será financiado com recursos de caixa, disse a empresa em nota. A liquidação financeira do resgate ocorrerá na quinta-feira.

A empresa ofereceu aos detentores dos bônus o preço de 1.065,63 dólares por cada 1 mil dólares em valor de face Global Notes com cupom de 5,750 por cento e vencimento em 20 de janeiro de 2020, no montante total de 1 bilhão de dólares. Na recompra de 397,9 milhões de dólares do Global Notes com vencimento em 17 de março de 2020 e cupom de 4,875 por cento, o preço anunciado foi de 1.045,55 dólares por cada 1 mil dólares em valor de face.




Fonte: Investing