O governo brasileiro
não deve permitir que o real se enfraqueça ainda mais após o dólar ter chegado
ao patamar mais alto em 4 anos na última sexta-feira, diz fonte.
O
governo brasileiro não deve permitir que o real se enfraqueça ainda mais após o
dólar ter chegado ao patamar mais alto em 4 anos na última sexta-feira, uma vez
que, segundo autoridades, a presidente Dilma Rousseff tem o combate à inflação
como sua "principal meta" no momento. O dólar fechou a 2,1424 na
semana passada, maior patamar desde 5 de maio de 2009. Isso ocorreu após ampla
desvalorização de moedas dos mercados emergentes, à medida que os investidores
apostam que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, poderá reduzir
em breve o estímulo monetário, o que tornará o dólar mais forte. A depreciação
do real atraiu atenção porque o governo brasileiro vinha administrando firmemente
o nível do câmbio, com o dólar entre cerca de 2,00 reais e 2,05 reais, até
aparentemente se render à tendência global na semana passada. Uma autoridade
sênior do governo não quis dizer se uma nova banda informal de negociação foi
estabelecida, mas afirmou que o real bem mais fraco que o nível atual
"pode ser um problema" para a batalha anti-inflação de Dilma. Um real
mais fraco pode tornar os bens importados mais caros, empurrando os preços para
cima. "Nossa principal meta tornou-se a inflação", disse a autoridade
à Reuters. Com essa finalidade, o banco central aumentou a taxa básica de juros
Selic em 0,5 ponto percentual na última quarta-feira, surpreendendo os
investidores, que esperavam aumento menor, visto que a economia ainda enfrenta
dificuldades para crescer. Às 13h58, o dólar era cotado a 2,1356 reais, com
queda de 0,32 por cento. O BC interveio no mercado na última sexta-feira para
evitar que o real se enfraquecesse ainda mais, embora não tenha ficado claro se
o banco estava sinalizando um novo patamar para o real ou se estava apenas
tentando evitar que a moeda mudasse de terreno rápido demais, como já fez com
frequência no passado.
Fonte: Revista Exame
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