Poupança tem o melhor resultado do ano em julho, mas ainda é o pior para o mês em 6 anos.

Depósitos superaram retiradas da caderneta em R$ 4 bilhões.

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 4 bilhões em julho, informou o Banco Central. Apesar de ter sido a melhor captação líquida da aplicação mais popular do país neste ano, é o pior desempenho para meses de julho desde 2008, quando a diferença entre depósitos e saques foi de R$ 2,3 bilhões. Em julho de 2013, a poupança teve uma captação líquida de R$ 9,3 bilhões. Na época, os juros básicos estavam em 8,5% ao ano. Agora, a taxa Selic é de 11% ao ano. Isso faz com que aplicações nos fundos de investimentos rendam mais e ganhem a preferência de muitos poupadores. Ao todo, a poupança captou R$ 13,6 bilhões nos sete primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2013, a captação chegou a R$ 37,6 bilhões. Ou seja, caiu 64% em 2014 por causa da mudança dos juros e também pela inflação, que corrói parte da renda do trabalhador e achata a parcela dos salários que poderia ser economizada. A inflação e juros mais elevados têm deixado os brasileiros com o orçamento mais apertado e menos capacidade de poupar. No primeiro semestre, segundo o Bancok Central, a captação líquida da caderneta de poupança — diferença entre depósitos e saques — caiu 66%, com saldo de R$ 9,6 bilhões. O brasileiro guarda hoje R$ 634,4 bilhões na caderneta de poupança. Sobre esse dinheiro, os bancos pagaram rendimentos de R$22,8 bilhões apenas neste ano. Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 11% ao ano, a poupança perde nos rendimentos para os fundos de renda fixa cuja taxa de administração seja de até 1,5% ao ano, de acordo com dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac). Beneficiados pelos aumentos recentes dos juros, os fundos deste tipo ficaram no topo do “ranking” de melhores investimentos do mês da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) no acumulado deste ano, com alta de 6,57%.




Fonte: O Globo






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