Devolução de 18 aviões leva Avianca Brasil a cancelar 1.045 voos até domingo; veja a lista

Em recuperação judicial, companhia devolverá 18 dos 25 aviões a partir desta segunda.



A Avianca Brasil cancelará 1.045 voos entre esta segunda (22) e o próximo domingo (28).
O cancelamento ocorre porque, a partir desta segunda, a companhia começa a devolver 18 dos 25 aviões que ainda operava. O número de cancelamentos aumenta aos poucos durante a semana

Segunda, 22/4: 96
Terça, 23/4: 128
Quarta, 24/4: 148
Quinta, 25/4: 159
Sexta, 26/4: 176
Sábado, 27/4: 170
Domingo, 28/4: 168

Em recuperação judicial desde dezembro, a companhia foi obrigada a fazer a devolução das aeronaves aos donos (chamados de "lessores") por falta de pagamento, após sucessivas decisões da Justiça. As devoluções foram mediadas pela Anac.

O cancelamento de voos começou em 13 de abril e tem ocorrido diariamente desde então. Só nesta Páscoa, foram 612 voos cancelados. Ao todo, foram 62% voos a menos que no mesmo feriado do ano passado. Passageiros estão sendo avisados com antecedência, segundo a companhia.

A atualização dos voos cancelados está na página da Avianca Brasil.

Passageiros afetados

A companhia aérea disse que tem entrado em contato com os passageiros afetados para oferecer reembolso ou opções de reacomodação.

Também informou que, se as passagens foram compradas por meio de agências ou sites de viagem,o passageiro deve entrar em contato diretamente com as empresas.

Segundo a Anac, em caso de cancelamento ou de alteração do voo por iniciativa da Avianca, o passageiro deve ter os seus direitos respeitados, disponíveis para consulta no portal da Anac na internet.

Reclamações podem ser feitas pela plataforma Consumidor.gov.br e, caso não sejam atendidas, o passageiro poderá recorrer aos órgãos do Serviço Nacional de Defesa do Consumidor.

Plano de recuperação

Quarta maior companhia aérea do Brasil, a Avianca Brasil está em recuperação judicial desde dezembro do ano passado. Em 5 de abril, os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia.

O plano prevê a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) que serão levadas a leilão, marcado para o dia 7 de maio. Tanto a Latam Brasil quanto a Gol concordaram em fazer uma oferta no valor mínimo de US$ 70 milhões para pelo menos uma UPI e seus respectivos ativos. A Azul chegou a fazer uma oferta de compra, mas, na quinta-feira (18), anunciou ter desistido.

Nos últimos dias, a companhia aérea também tem enfrentado uma série de problemas com operadores de aeroportos. A companhia está atrasando o pagamento de taxas aeroportuárias, o que tem levado as empresas operadores a ameaçar de suspensão de voos da companhia.

O juiz que homologou o plano de recuperação da Avianca não aceitou o pedido da aérea para que a devolução dos aviões fosse feita gradualmente, até julho. A companhia já atrasou pagamentos nos aeroportos de Guarulhos, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.



Fonte: G1





Aplicação de pessoa física na bolsa já é a maior em 13 anos




A combinação de juros baixos com o boom de corretoras e plataformas financeiras que facilitam o acesso do investidor ao mercado levou o fluxo de aplicação por pessoas físicas na bolsa a atingir o maior nível em pelo menos 13 anos. Ainda que o saldo de investimentos em renda variável desse público seja muito menor do que o de institucionais e estrangeiros, o aumento da movimentação contribuiu para sustentar o desempenho do mercado de ações nos últimos meses.

Levantamento do Valor com base nos dados da B3 mostra que o fluxo de recursos aplicados por pessoas físicas na bolsa já alcança R$ 4,64 bilhões no ano até o dia 15 de abril, informação mais recente. Para se ter uma ideia do que isso representa, entre compras e vendas, os investidores institucionais aplicaram R$ 1,45 bilhão, enquanto o fluxo de recursos estrangeiros está negativo em R$ 2,17 bilhão no intervalo. Não há registro de uma demanda tão robusta da pessoa física por ações desde ao menos 2006, início da série histórica analisada.

Embora o movimento seja surpreendente pela força, sua continuidade ainda é uma dúvida, na visão de analistas. Se de um lado há perspectiva de sustentabilidade dessa dinâmica por conta do juro baixo e da melhor formação dos investidores, mais informados e preparados para encarar o mercado de ações, de outro, essa é classe mais sensível às mudanças de cenário. Característica do momento atual, a incerteza permeia boa parte dos negócios, com a piora dos indicadores econômicos e os desencontros na frente política brasileira, em especial com a reforma da Previdência em debate.

Para Andres Kikuchi, gestor de renda variável do UBS Wealth Management, a cultura de poupança no Brasil ainda é muito baixa e não está consolidada, o que dificulta estimar a trajetória para os recursos na B3. O nível de poupança interna do Brasil foi de 14,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. No Chile, a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de um nível de 19,5% no ano passado; na China, o percentual pode chegar a 44,6%. “Por isso, é cedo para acreditar que o movimento comprador de ações seja permanente”, diz. “A pessoa física é a última a entrar e a primeira a sair.”

Kikuchi reconhece que o juro baixo e, principalmente, o maior acesso ao mercado, por meio das novas plataformas digitais, são fatores de estímulo e facilitação na busca pela renda variável. Mas, para que esse fluxo seja perene, é preciso garantir que haja crescimento econômico e, como consequência, da renda disponível para investimento.

“É essencial a reforma da Previdência em um contexto assim, ainda que desidratada, porque isso garantirá um juro baixo por mais tempo e confiança dos agentes na economia”, diz Tatiane Cruz, gestora de investimentos da corretora Coinvalores.

Em termos de fluxo financeiro, a onda de aplicação das pessoas físicas só teve semelhante magnitude no início de 2008, com a explosão das aberturas de capital na bolsa. A diferença, agora, é que o juro básico está consistentemente baixo, o que força o investidor a tomar mais risco. A Selic está no nível de um dígito desde julho de 2017; desde março de 2018 a taxa é de 6,5% ao ano. “A perspectiva é que a Selic fique nesses níveis por um tempo muito mais longo do que em qualquer outro período”, diz Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos.

Ainda assim, é fato que o ineditismo do movimento deixa a dúvida de qual será a sua longevidade — e os riscos mapeados não são poucos. “Esse tipo de investidor tem uma tendência cíclica: a bolsa sobe, ele se anima e entra; se cai, ele é sensível à perda de patrimônio e sai”, diz Luiz Fernando Alves Jr, sócio-fundador e gestor da Versa, uma das assets beneficiadas pela alta procura das pessoas físicas nos últimos meses. “A perspectiva é boa, mas ou a melhora continua, ou vamos ver uma volta da concentração em estrangeiros e institucionais.”

Outros especialistas, porém, mantêm uma visão construtiva, sobretudo depois do avanço do número de CPFs cadastrados na B3, que já se aproxima da inédita marca de 1 milhão: no fim de março, 982,7 mil investidores individuais estavam registrados na bolsa, maior número em uma série histórica desde 2002.

“Esse crescimento é um caminho sem volta”, diz Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes Brasil da B3. “A volatilidade existe, mas é um momento único e diferente: quem vem para a bolsa é mais jovem, perto dos 35 anos, e está em geral mais informado e melhor assessorado, com uma renda disponível maior para assumir mais riscos.”





Fonte: Valor



Fo

Petrobras venderá metade das refinarias a partir de junho



A Petrobras decidiu vender a partir de junho deste ano metade das refinarias de petróleo. As refinarias ficam nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Juntas, as 13 refinarias da Petrobras tinham capacidade de refinar 2,2 milhões de barris por dia em 2018. Ou seja, o objetivo da empresa é vender a capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia. O objetivo é encaminhar o modelo de privatização ao Conselho Administrativo de Defesa e Econômica (Cade) ainda neste mês.
A análise pelo Cade é uma etapa importante porque a ideia é criar competição no mercado, evitando a concentração das refinarias em um mesmo grupo privado. O objetivo também é evitar monopólio regional. Assim, a empresa que comprar a refinaria do Rio Grande do Sul, por exemplo, não poderá comprar a do Paraná.
Em junho, a Petrobras:

anunciará formalmente a venda das refinarias;
qualificará os interessados;
começará a analisar as propostas.
O processo de venda das refinarias já está acertado com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Arrecadação
A Petrobras espera arrecadar entre US$10 e US$ 15 bilhões com a venda das refinarias. O objetivo é usar os recursos para reduzir as dívidas. O monopólio da Petrobras na área de refino não está previsto em lei. É, contudo, um monopólio de fato.
Grupos privados não buscam investir no refino de petróleo no Brasil porque o mercado tem sofrido intervenção nas últimas décadas, principalmente nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Por lei, os preços são livres desde 2002. Mas, como o governo tem poder de nomeação e demissão, a direção da Petrobras fica submissa à vontade do governo.
Para a Petrobras, o monopólio é uma armadilha. Quando o governo intervém na política de preços, a empresa perde por vender abaixo de custo. Quando o preço fica acima da paridade internacional, como já aconteceu em 2015, os grandes consumidores importam o combustível, e com isso a Petrobras perde mercado.


Fonte: G1

Governo anuncia crédito de R$ 30 mil para caminhoneiros autônomos e investimento de R$ 2 bi em rodovias

Anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Dinheiro deverá ser usado para compra de pneus e manutenção dos veículos.



O governo federal anunciou nesta terça-feira (16) uma linha de crédito de até R$ 30 mil, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para caminhoneiros autônomos. Também anunciou o investimento de R$ 2 bilhões em rodoviais.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

"O governo anuncia neste momento uma linha de crédito específica para caminhoneiros autônomos de até R$ 30 mil para compra de pneus e manutenção dos veículos", afirmou Onyx.

De acordo com o ministro, serão liberados R$ 500 milhões nessa linha de crédito, que poderá ser acessada pelos caminhoneiros primeiro nos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa, e depois nos “demais bancos e cooperativas de crédito de todo o Brasil.”

Além disso, segundo Onyx, poderão tomar o empréstimo apenas caminhoneiros autônomos que tenham até dois caminhões por CPF.

Rodovias

Onyx afirmou que dos R$ 2 bilhões para as rodovias, cerca de R$ 900 milhões serão usados para manutenção. Ele afirmou as chuvas intensas do verão, aliadas ao transporte rodoviário, prejudicaram estradas em todo o país.

"Historicamente, há muitos anos nós não tínhamos chuvas tão intensas e tão difusas no Brasil. Nós já não tínhamos uma manutenção das rodovias brasileiras", afirmou Onyx.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, também presente à entrevista coletiva no Palácio do Planalto, informou que, entre as obras previstas, está a pavimentação da BR-163, que liga o Centro-Oeste ao Norte do país.

A via é muito usada para transporte de carga até o porto de Miritituba, no Pará, mas enfrenta problemas como atoleiros, que geram filas de caminhões.


Fonte: G1

CCJ da Câmara pode discutir Previdência nesta segunda-feira; 'Centrão' quer adiar debate

Comissão analisa se proposta de Bolsonaro está de acordo com a Constituição. Partidos do 'Centrão' querem que CCJ discuta, primeiro, PEC que aumenta gastos obrigatórios do governo.



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem reunião marcada para esta segunda-feira (15), às 14h, para discutir a proposta da reforma da Previdência. Partidos do chamado "Centrão", contudo, articulam o adiamento dos debates.
O relator da reforma, Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentou na semana passada parecer favorável à reforma. A votação está prevista para esta semana.
Na CCJ, os deputados analisam se a proposta do presidente Jair Bolsonaro está de acordo com a Constituição. O mérito (conteúdo) da medida, porém, só será discutido em uma comissão especial, ainda a ser criada.
Partidos como SD, DEM, PP e PR, incomodados com a articulação política do governo, passaram a defender que, antes da Previdência, a CCJ discuta a proposta que aumenta os gastos obrigatórios do governo.
A chamada PEC do orçamento já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas, como os senadores modificaram o texto, o projeto voltou para nova análise dos deputados.

Pauta de votação

O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), informou na última sexta-feira (12) que decidiu colocar a reforma da Previdência como primeiro item da pauta por considerá-la prioritária.

A estratégia do "Centrão" é apresentar, contudo, um requerimento de inversão de pauta para, assim, fazer com que a comissão discuta primeiro a PEC do orçamento.

Parlamentares do "Centrão" dizem haver consenso sobre a PEC do orçamento, o que, em tese, garantiria uma análise relativamente rápida.

No entanto, se o requerimento de inversão de pauta for aprovado, a avaliação nos bastidores é de que dificilmente dará tempo para avançar com os debates da Previdência.

Pelos cálculos do presidente da CCJ, se todos os 66 titulares e os 66 suplentes, além de 20 deputados não-membros, se inscreverem para discursar, os debates poderão durar cerca de 20 horas.

Outra dificuldade para o governo é que, além disso, partidos de oposição, como PT e PSOL, críticos à proposta da Previdência, prometem apresentar requerimentos e recursos regimentais para atrasar os trabalhos.

Discursos dos deputados

Caso o debate sobre a reforma da Previdência tenha início nesta segunda-feira, o acordo parcial firmado entre deputados da oposição e aliados do governo é que todos os oradores inscritos poderão discursar.

Em troca, os parlamentares oposicionistas se comprometerão a não tentar obstruir a discussão nesta fase.

Pelo acordo parcial:

integrantes da CCJ terão até dez minutos para discursar (o regimento permite até 15 minutos);

não-membros da CCJ terão até cinco minutos para discursar (o regimento permite até dez minutos);

somente 20 não-membros da CCJ poderão se inscrever para discursar.


Fonte: G1
‘Centrão’ quer votar orçamento impositivo antes da Previdência na CCJ
Jornal Nacional

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